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Caso Motel: Comando da PM estranha prisão só de militar

17 setembro 2005 - 13h14

A prisão de um segundo policial militar apontado como suspeito de envolvimento na morte de um casal em motel de Campo Grande causa estranheza ao comando da PM em Mato Grosso do Sul. Ontem, a força tarefa montada pela Polícia Civil para investigar o caso prendeu o sargento Getulio Morelli dos Santos. Ele está no Presídio Militar na Capital junto com o cabo Adriano Araújo Melo, preso na quinta-feira. Morelli teve a prisão temporária decretada porque exame de DNA confirmou que era dele sangue encontrado nas paredes da garagem do quarto 42 do estabelecimento, onde foram encontrados os corpos de Murilo Alcalde e Eliane Ortiz, ambos de 22 anos, no dia 21 de junho passado. O comandante da PM, coronel José Ivan de Almeida, não acredita no envolvimento dos dois policiais. Para ele, o culpado ainda não está à frente da linha de investigações. “Causa-me estranheza que seja pedida prisão preventiva apenas de PMs e nada de policiais civis”, disse o comandante em entrevista ao Campo Grande News. E acrescenta: “Os (policiais) civis também estiveram na cena do crime e no IML (Instituto Médico Legal)”.Conforme coronel Ivan, o sargento Morelli está na corporação desde 1998 e não freqüentava a boate Mariza’s American Bar, na qual trabalhava Eliane Ortiz como garota de programa. Segundo o comandante, o PM alega que esteve no motel no dia em que os corpos foram encontrados porque foi chamado por um tenente, que foi para o local a pedido dos proprietários do Motel. O sargento é lotado no CIPMAC (Companhia de Policiamento da Área Central) e mesmo fora de sua área de atuação atendeu o chamado, diz. O sargento afirma que se feriu quando atendia a ocorrência e por isso seu sangue estava no quarto. No entanto, a equipe que o convocou alega que o sangue já estava seco e podia ser visto antes mesmo da chegada do sargento.Reação - O presidente do Clube dos Oficiais da PM (Polícia Militar), tenente-coronel Sebastião Henrique de Oliveira Bueno, afirmou em entrevista ao Campo Grande News que a diretoria da entidade vai se reunir na segunda-feira para discutir o assunto e as providências que devem ser tomadas em relação ao caso. “Não descarto a possibilidade de PMs terem participado do crime, mas a forma como foi feita a prisão provisória, depois de tanto tempo, é uma medida muito superficial”.O tenente-coronel lembrou que a investigação, que vem a longo tempo, teve muitos problemas neste período. “Durante a investigação, agora depois de 80 dias, se resolve prender provisoriamente os PMs e algumas pessoas que, me parece e consta no processo, não têm nada a ver com o problema”, argumentou o tenente-coronel ao se referir também a prisão dos proprietários e funcionários do motel. Para ele, a “medida talvez seja até um pouco tardia” e acrescenta: “A coisa tem que ser tratada de forma técnica e séria”. A Polícia Civil pediu as primeiras prisões no caso 87 dias após as mortes. Foram presas sete pessoas do motel, o PM Adriano de Araújo Mello, Marcelo Ferreira de Mello (frequentava a boate). As primeiras prisões foram divulgadas à imprensa antes que a dona da boate Mariza"s, Mariza Fátima dos Santos, fosse localizada. Ela teve a prisão decretada mas é tida foragida. Outras duas pessoas também foram presas- o vigia (um PM) e um frequentador da boate. As sete pessoas ligadas ao motel conseguiram habeas corpus ontem à noite no Tribunal de Justiça.

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