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Caso Herzog pode derrubar o Comandante do Exército

06 novembro 2004 - 12h11

O comandante do Exército, general Francisco Albuquerque, deverá deixar o cargo em razão do desgaste que sofreu após a briga com o ex-ministro da Defesa José Viegas. O vice-presidente José Alencar deve ocupar o cargo de ministro da Defesa por tempo determinado. As informações são do jornal O Globo. Albuquerque teria ficado em situação dificil depois de ficar claro ontem que, se dependesse de sua vontade, o Exército não teria se retratado da nota divulgada no dia 17 de outubro, que demonstrava aparente "saudosismo" em relação à ditadura militar, no caso da divulgação das fotos atribuídas como sendo do jornalista Vladimir Herzog. Além dele, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a situação é crítica também para os comandantes da Aeronáutica, Luiz Carlos Bueno, e da Marinha, Roberto de Guimarães Carvalho. Albuquerque seria transferido para alguma embaixada e ocuparia o cargo de adido militar. Tudo começou quando Albuquerque não mencionou os excessos do Exército nas duas primeiras versões da correção. A reparação só aparece numa terceira versão, divulgada depois de uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Viegas e o próprio Albuquerque, no dia 19 de outubro. O jornal O Globo obteve cópias das duas versões iniciais, rejeitadas por Viegas por não conterem a retratação que Lula exigia. Quando da publicação da primeira nota, na tarde do dia 17, Viegas exigiu por escrito explicações de Albuquerque. "Vossa Excelência autorizou a divulgação da nota? Em caso de resposta afirmativa, por que Vossa Excelência não me consultou antes do envio da nota ao jornal?", escreveu o então ministro. Lula e Viegas tiveram que ditar as linhas gerais do texto que queriam publicado. Viegas teria pedido o afastamento imediato de Albuquerque, mas Lula não acolheu a sugestão. O ex-ministro da Defesa escreveu, então, uma carta atacando duramente o grupo de Albuquerque e pedindo demissão em caráter irrevogável no dia 22, cinco dias depois do início da crise. A crise também deverá resultar na saída do general Jorge Félix do Gabinete de Segurança Institucional. Um dos cogitados para substituí-lo é o chefe do Estado Maior da Defesa do Ministério da Defesa, general Rômulo Bini.    

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