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Cartão Vermelho

11 fevereiro 2010 - 09h30

Assisti indignado na noite desta quarta-feira (10), uma das mais sensacionais lambanças praticadas por um árbitro de futebol na Série A de MS. A peleia se desenvolvia no Estádio Ninho da Águia, Rio Brilhante, entre Águia Negra e Sete Dourados. Aliás, o segundo deu um banho de bola no campeão de oitenta e sete, isso concorda a maioria dos torcedores presentes nesta segunda rodada.

O farto fato pitoresco foi providenciado pelo jovem servidor público escolhido pela comissão de arbitragem, e naturalmente, o responsável pela condução do espetáculo. Vossa Senhoria, o árbitro, não estava numa noite feliz e os erros crassos podem ter determinados a realização de uma das
partidas esportivas mais pálidas na história do futebol sul-mato-grossense.

Enumeraremos de três a quatro pisadas horríveis apresentadas nesse encontro: primeiro, lhe faltou “malandragem”. Em alguns lances houve excessos na disputa de bola entre jogadores, mas nada espalhafatoso; lances que poderiam ser contemporizados na prosa ou colocando os capitães para comandarem a rapaziada.

O jogo era extremamente acirrado em se tratando de Sete Dourados e Águia Negra; em quaisquer circunstâncias, sai lasca mesmo para todos os lados. O Sete Dourados vem jogando um dos melhores futebol de MS neste ano, apesar de que ainda não vi as outras equipes em ação. O time mostra belo padrão e para muitos que achavam que seria mais um saco de pancadas, a realidade é bem outra, ainda bem.

Como a partida era um (Águia) atacando e o Sete se defendendo inteligentemente, os choques aconteciam naturalmente e um detalhe: os jogadores se respeitavam mutuamente, evidente que aconteceram chegadas mais ríspidas, mais duras e aí vai da interpretação do homem do apito. Nessa partida, a linha de zaga Deyvison, Tiagão e Eduardo, do Sete Dourados estava pendurada já nos primeiros 30 minutos, além do atacante Beto Miranda.
O jogo era bom e o goleiro Aylton operando milagres em duas ou três oportunidades no primeiro e mais duas ou três no segundo tempo.

Segundo erro: aos trinta minutos da etapa inicial aconteceu o lance do pênalti. O atacante Tiaguinho tabelou com o Beto Miranda, entrou na área, tentou duas vezes, sendo que na última o zagueiro Fabão cortou a trajetória da bola com a mão. Pênalti indiscutível. Incontinente o árbitro apontou para
a cal e aplicou cartão amarelo para o defensor. O que a regra diz quando a bola é cortada com a mão em direção ao gol? Parece que além da falta máxima, cartão amarelo e em seguida o vermelho, não é mesmo? Ou estou equivocado.

Terceira lambança: aos sete minutos do segundo tempo, o atacante do Águia penetra na área, tromba com o Deyvison, ambos caem e o pênalti foi assinalado. Imediatamente o árbitro tirou o cartão amarelo e mostrou para o zagueiro do Sete Dourados, alguém do Águia pergunta para o bandeira um, “ele não tem amarelo?” Não teria sido a resposta.

Passado uns dois minutos, a vaia comendo em alta e a pressão naturalmente, o moço mostra o amarelo e em seguida o vermelho e o sistema de defesa do visitante entra em frangalhos. Dois pesos e duas medidas.

Outro absurdo viria logo em seguida. Em disputa normal no meio de campo, ele expulsa o zagueiro Yure do Águia Negra, talvez para compensar a caca que havia feito anteriormente. Ainda no final do primeiro tempo ocorreu um lance suspeito de pênalti entre Deyvison e o Tatico, achei mais falta do que este pênalti que originou o gol de empate.

Aí veio a expulsão do Eduardo, em seguida do Beto Miranda e por último do Tiaguinho, tudo isso antes do vinte minutos. Não tenho receio de dizer que a única expulsão correta foi a do Tiaguinho. Acredito piamente e torço muito para que o Sr. João Lupato nunca mais tenha uma atuação desastrosa como a desta quarta-feira. O esporte não merece.

Os torcedores deixaram o estádio envergonhados, vaiando o futebol do Águia e mostrando cartão vermelho para a patetice da arbitragem.


Em breve. Cá taremos




 
Silva Junior
Jornalista/Radialista

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