A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro divulgou, nesta quarta-feira (18), o balanço das ações realizadas entre os dias 13 e 17 de fevereiro durante o carnaval. Segundo a PM, 458 suspeitos foram presos, número 15% superior ao anotado em 2025. Também foram apreendidos 74 adolescentes por atos infracionais, representando aumento de 28% em relação ao ano anterior.
Foram recuperados 97 telefones celulares – número recorde - diretamente das mãos de suspeitos, crescimento de 169% na comparação com o carnaval passado.
Ao longo do período, mais de 12.500 policiais militares foram empregados em um esquema de policiamento ostensivo e ininterrupto.
“As ações de revista nos acessos aos blocos e megablocos integraram a estratégia preventiva da corporação para reduzir delitos oportunistas e combater a economia do crime, retirando de circulação objetos utilizados para intimidação e furtos rápidos, especialmente de celulares - produtos que alimentam cadeias ilegais de revenda”, explica a Polícia Militar.
Durante o período carnavalesco, recursos de tecnologia empregados no policiamento auxiliaram na localização de um indivíduo com mandado de prisão em aberto durante evento na região do Cacuia, Ilha do Governador. Após alerta do sistema de reconhecimento facial, equipes do 17º BPM realizaram a abordagem e confirmaram a identidade do foragido do sistema prisional.
Defesa do Consumidor
O combate a bebidas falsificadas, a venda de produtos sem procedência, a oferta de alimentos vencidos e a falta de acessibilidade estiveram entre as ações dos agentes da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) e do Procon-RJ que, durante os desfiles das escolas de samba, multaram sete camarotes.
Para o secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, a ausência de estrutura adequada representou uma falha grave. “A acessibilidade não é um diferencial, é uma obrigação legal. Quando um espaço não garante condições adequadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, ele fere direitos básicos do consumidor como a igualdade, a segurança e a adequada prestação do serviço. Estamos falando de dignidade, inclusão e respeito à lei”, avaliou.
Além da acessibilidade, a fiscalização também analisou a qualidade e a procedência das bebidas, bem como a comercialização de alimentos. Alguns estabelecimentos descumpriram normas básicas como a exposição clara de preços e a afixação do cartaz do Procon 151.
Blocos de rua
O Laboratório Itinerante do Consumidor também esteve presente em blocos de rua no centro do Rio e na zona sul. Ao todo, até ontem (17), foram apreendidos cerca de 50 litros de bebidas com indícios de falsificação ou sem procedência, entre elas whisky, cachaça e vodka.
“A bebida falsificada não é apenas uma fraude: é uma ameaça à vida. Nosso trabalho foi retirar esses produtos de circulação e alertar a população sobre os riscos desse consumo”, finalizou Gutemberg.
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