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Carlos Mesa renuncia à presidência da Bolívia

06 junho 2005 - 23h15

O presidente da Bolívia, Carlos Mesa, renunciou ao cargo na noite desta segunda-feira, após semanas de fortes protestos que abalam o país, dizendo que a Bolívia se encontra num dos momentos "mais difíceis" de sua história. "Minha responsabilidade é dizer até que ponto posso chegar, e minha decisão é apresentar a renúncia ao cargo de Presidente da República", disse Mesa, visivelmente consternado, em rede nacional de rádio e TV. Mesa também lamentou o fato de o país ter chegado a um ponto no qual a lei não é cumprida e "uns poucos estão impondo seu critério" sobre o resto da população. Em março passado, o presidente boliviano apresentou pela primeira vez sua renúncia ao Congresso, que a rejeitou. Mesa ficará no cargo até que o Congresso, convocado para esta terça-feira, escolha seu sucessor, como determina a Constituição. O presidente do Senado, Hormando Vaca Diez, é o primeiro na linha de sucessão constitucional, seguido pelo titular da Câmara dos Deputados, Mario Cossío, e pelo presidente da Suprema Corte, Eduardo Rodríguez. Mesa tomou a decisão de renunciar após um encontro com o alto comando militar e uma reunião com seus ministros. Carlos Mesa ocupou a presidência da Bolívia durante 20 meses, após a saída, em 17 de outubro, de Gonzalo Sánchez de Lozada, que também renunciou em meio a uma violenta agitação social. Durante a tarde, Mesa tinha abandonado o Palácio Quemado, em meio a uma tentativa de manifestantes de romper o cordão policial que protege a sede do Executivo boliviano. Mesa voltou ao Palácio duas horas depois, quando a situação já estava sob controle. La Paz foi palco hoje de gigantescas manifestações de camponeses e indígenas, contidas com dificuldade pela polícia, que deteve 26 pessoas, segundo o comandante da corporação, general David Aramayo. Os manifestantes desafiaram por mais de três horas as forças policiais, que protegem a principal praça de La Paz, onde estão o Palácio Presidencial, a sede do poder Legislativo e a Chancelaria. Durante os protestos, manifestantes quebraram as vidraças de um hotel do centro de La Paz, realizaram saques e agrediram pedestres. Alguns dos detidos, na maioria camponeses e estudantes, portavam bananas de dinamite e estoques.  

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