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Capitán Bado seria destino de dólares de Beira-Mar

19 janeiro 2004 - 15h02

A Polícia Federal informou hoje que os US$ 320 mil apreendidos na noite da última sexta-feira com Paulo Roberto Pedrini Cuzzuol, de 56 anos, advogado do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fenandinho Beira-Mar, teriam pelo menos dois destinos no exterior para a compra de drogas e armas para o grupo de Beira-Mar.Um deles possivelmente seria Capitán Bado, cidade paraguaia na fronteira com Mato Grosso do Sul e onde Beira-Mar atuou por algum tempo comandando o envio de maconha para o Brasil, antes de ser preso nas selvas da Colômbia. A PF informou que possivelmente o advogado de Beira-Mar intermediaria, a mando do traficante, a compra de um grande carregamento de maconha que abasteceria principalmente favelas do Rio de Janeiro, além de armas para os traficantes cariocas.Cuzzuol foi abordado na rodovia Presidente Dutra, na altura de Volta Redonda, na sexta-feira à noite, quando seguia supostamente para o Paraguai, em companhia de sua esposa, a terapeuta Cecília Hering Rodrigues, de 35 anos. Segundo o delegado da PF, Agildo Soares, o dinheiro apreendido com o casal na picape S-10, de propriedade do advogado, seria entregue a Sandro Mendonça do Nascimento, vulgo "Jorge Tadeu, o promotor", que mora no Paraguai. Os agentes federais, com apoio da Coordenação Geral de Repressão a Entorpecentes de Brasília (DF), encontraram US$ 120 mil no bolso do casaco que o advogado vestia. O restante estava escondido numa cinta usada por Cecília. Com o casal, também foram apreendidos R$ 7.526, seis telefones celulares, dois passaportes brasileiros, a carteira da OAB do advogado, agendas e anotações com contabilidade do tráfico. Foram encontradas ainda cartas de Beira-Mar enviadas ao advogado, nas quais o traficante pede informações sobre a venda de entorpecentes da quadrilha e solicita livro. Em uma carta que não chegou a ser enviada ao traficante, Cuzzuol revela detalhes da movimentação da quadrilha. O advogado vinha sendo investigado pela PF desde 8 de janeiro, quando a irmã de um integrante da quadrilha de Beira-Mar, Lucima Gregório de Lucena, foi presa, também em Volta Redonda, com US$ 470 mil. O dinheiro seria levado para Jorge Tadeu, no Paraguai. 

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