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Capital tem dobro de presos por habitante que resto do País

19 agosto 2004 - 22h18

Enquanto a taxa média de encarceramento no Brasil é de 164 presos para cada 100 mil habitantes, Campo Grande tem 339 detentos para cada 100 mil pessoas, o que corresponde a mais que o dobro (106,7%) do índice nacional. Embora o número reflita um ganho de eficiência do sistema prisional, o efetivo para atender a demanda é insuficiente para o poder público, além de existir o problema da falta de vagas nos presídios. O número de vagas oferecidas pelo sistema penitenciário sul-mato-grossense não conseguiu acompanhar o aumento do número de detentos. Somente em Campo Grande são 2.377 presos dividindo 1.056 vagas, o que corresponde a 2,25 presos para cada vaga oferecida pelos presídios da Capital, segundo dados da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) atualizados em agosto. No restante do Estado, o índice prisional é menor, já que Mato Grosso do Sul tem hoje 217 presos para cada 100 mil habitantes, porém, o índice ainda é 32,3% superior a taxa carcerária nacional, anunciada pelo Ministério da Justiça. Levando em conta os 25 presídios, distribuídos pelos 77 municípios sul-mato-grossenses, são 6.069 presos dividindo 2.666 vagas, mesma média da Capital (2,25 presos por vaga). Para o Mato Grosso do Sul, o governo estadual promete mil novas vagas até o fim do ano, com a conclusão de três novos presídios em Naviraí, Três Lagoas e Dois Irmãos do Buriti. O diretor de assistência penitenciária de Mato Grosso do Sul, Rafael Garcia Ribeiro, aponta “que o problema é que os investimentos em infra-estrutura para o sistema penitenciário ficaram parados por muito tempo”. lém da insuficiência também no número de juízes e promotores, que culmina no aumento da morosidade da Justiça no Estado, uma das mais lentas do país, ainda faltam agentes penitenciários e procuradores jurídicos no sistema prisional. Porém o diretor da Agencia, Luiz Carlos Telles Júnior, adianta que 400 acadêmicos começam a ser treinados na próxima segunda-feira, e um concurso deve ser aplicado até novembro para sanar o déficit nas áreas de custódia e operacional.

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