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HISTÓRIA

Capital sedia I Simpósio sobre Arte Rupestre de Mato Grosso do Sul

12 setembro 2014 - 11h45

Nos dias 17 e 18 de setembro, Campo Grande sediará o I Simpósio sobre Arte Rupestre em Mato Grosso do Sul. Nesses dois dias, profissionais da área irão apresentar o Inventário da Arte Rupestre, que reúne 88 sítios encontrados no Estado. O trabalho de mapeamento e cadastro desses sítios, que durou pouco mais de um ano e meio, foi feito em parceria entre Eletrosul Centrais Elétricas S/A, Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). O evento é gratuito e voltado ao público em geral.

Segundo a arqueóloga da Eletrosul, Luciana Ribeiro, pelas características dos achados arqueológicos, a ocupação da região se deu basicamente por povos caçadores, coletores ou pescadores e, posteriormente, por grupos de etnias indígenas que se dedicavam à horticultura e eram, também, exímios ceramistas. Foram pessoas que habitaram a região há pelo menos 10 mil anos, até a chegada dos colonizadores europeus, quando o contato extinguiu diversos grupos e práticas culturais. “As figuras rupestres encontradas em Mato Grosso do Sul retratam, por meio de simbologias, os ritos, crenças e a vida cotidiana desses povos”, acrescentou a arqueóloga.

Os sítios rupestres do Mato Grosso do Sul são de suma importância para contar a história de ocupação do território. Com o inventário e os desdobramentos desse trabalho, a intenção é não só assegurar a preservação do patrimônio arqueológico sul-mato-grossense como, também, envolver a população nesse processo de conservação da história. A arqueóloga lembra que boa parte desses sítios está em locais muito visitados ou muito afastados das comunidades e, por isso, as pinturas e gravuras sofreram vandalismo ou mesmo destruição por agentes naturais, como o desplacamento da rocha.

Os primeiros cadastros dos grafismos no Mato Grosso do Sul foram feitos há mais de quatro décadas. “Naquela ocasião, o arqueólogo tinha apenas um mapa do IBGE. Hoje, temos imagens de alta precisão, GPS e sistemas de identificação, que têm pequena margem de erro. Em alguns casos, conseguimos verificar a existência de um sambaqui ou de um cerrito por imagens de alta precisão”, conta a arqueóloga. “O recadastramento possibilita que tudo seja reavaliado, permitindo traçar um quadro da situação de conservação e alternativas de preservação da arte rupestre em Mato Grosso do Sul e no Brasil”, acrescentou.

###Livro “Arte Rupestre em Mato Grosso do Sul”
No encerramento do simpósio, o resultado do trabalho será apresentado em publicação voltada para a educação patrimonial arqueológica, com informações resgatadas dos sítios de arte rupestre. Posteriormente, o material será disponibilizado digitalmente pelo Iphan aos órgãos interessados no estudo.


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