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ELEIÇÕES

Candidato do PSOL propõe o financiamento público de campanha

12 agosto 2014 - 08h49

O psolista Hamilton Assis, que concorre à vaga no Senado, voltou a criticar o financiamento privado de campanhas eleitorais nesta terça-feira, 12, durante entrevista à rádio Metrópole, no projeto Vota Bahia, parceria com os grupos A TARDE e Aratu. O candidato disse que a doação de grandes empresas aos políticos cria um vício desde o processo eleitoral, já que essa verba, segundo ele, é investida na campanha em troca de favorecimento, caso o candidato vença.

"Defendemos o financiamento público. Seria o ideal, porque evitaria que os partidos se envolvessem em corrupção, já que as empreiteiras doadoras geralmente são contratadas para fazer as obras, que muitas vezes são superfaturadas. Além disso, o governo é planejado para atender aos interesses dessas empresas", critica.

De acordo com o Assis, o PSOL não aceita financiamento de grandes empresas, principalmente das envolvidas em casos de corrupção ou com problemas trabalhistas. Segundo ele, a campanha é mantida por doações de pequenas e médias instituições e, principalmente, por contribuição individual.


Unicameral

O psolista também voltou a defender o fim do Congresso, argumentando que a manutenção do Senado e da Câmara de Deputados é onerosa e dificulta o processo de aprovação de projetos. "As idas e vindas dos projetos para serem aprovados nos dois órgãos, acaba levando a situação de matérias que são urgentes e que estão há 20, 30 anos emperradas para serem aprovadas. Então, seria mais eficiente se tivesse um Congresso Unicameral", explica o candidato.

Ele também diz que o Senado, atualmente, é um espaço que funciona como barganha para coligações, o que "faz uma distorção da democracia". Assis afirma que pretende estimular o debate por uma mudança no Congresso, caso seja eleito, mas reconhece que esse deve ser um processo lento, já que vai encontrar resistência de alguns setores.

Dívida pública

Outra bandeira defendida pelo psolista foi uma reavaliação da dívida pública. Ele diz que o Brasil gasta cerca de 43% do que arrecada anualmente com o pagamento dos juros desse débito, enquanto investe menos de 10% em educação e saúde, que são "primordiais para vida da população". Assis acredita que deve ser realizada uma auditoria nessa dívida, já que alguns países, de acordo com ele, conseguiram redução de 30% do valor recorrendo a esse procedimento.

Caso obtenha essa economia, o candidato diz que esse recurso deve ser investido em educação e saúde, já que, segundo ele, essas áreas estão sendo privatizadas no país. "Não pode tornar tudo mercadoria. Existe diferença entre os serviços. Saúde e educação não podem ser privatizadas", condena.(UOL)

















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