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Câncer raro no aparelho digestivo é alvo de estudo da Unifesp

10 fevereiro 2011 - 14h36

Um tipo de câncer raro do aparelho digestivo foi o alvo de estudo do aluno Antonio Talvane Torres de Oliveira, do curso de doutorado em tumores raros pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). A tese intitulada Estudo da Expressão dos Transportadores de Monocarboxilatos (MCTs) nos tumores estromais gastrointestinais foi defendida este ano sob a orientação do Professor Sahan Sidnei Saad, da Disciplina de Gastroenterologista Cirúrgica - Departamento de Cirurgia da Unifesp, chefiada pelo prof Dr. Délcio Matos.

O estudo foi desenvolvido durante 10 anos em cooperação com a Universidade do Minho, de Portugal,representada por dois pesquisadores portugueses mundialmente conhecidos, o Prof. Dr. Rui Reis e a Profª Fátima Balthazar e a Unidade de Pesquisa da Fundação Pio XI, do Hospital do Câncer de Barretos. Nos últimos três meses, o aluno ficou sediado na Universidade do Minho para pesquisar as últimas alterações genéticas e moleculares ocorridas com os tumores.

O estudo descobriu novas alterações moleculares dos tumores gastrointestinais raros, conhecidos popularmente como GIST (Tumor Estromal Gastro Intestinal), derivados do tecido conjuntivo e não das glândulas, como ocorre na maioria dos casos. Graças ao monitoramento ocorrido durante 10 anos, em 51 pacientes do Hospital de Câncer de Barretos, foi possível tratá-los com drogas mais efetivas.

Com essa nova descoberta, é possível predizer se um caso é de maior ou menor malignidade e optar de forma adequada por tratamentos mais certeiros. “Neste caso, o tratamento é bem diferenciado, principalmente do ponto de vista de ação de drogas”, afirma o Dr. Talvane.

A pesquisa dos 51 pacientes é sobre um detalhamento molecular que provoca o avanço da doença por meio da alteração dos MCTs, importantes reguladores do metabolismo das células, que se encontram hiper-expressos nestes tumores. Além disso, foi elucidado quais as mutações genéticas presentes nestes 51 pacientes, que irão direccionar o tratamento mais adequado. A pesquisa encontrou ainda uma associação entre os MCTs e as mutações genéticas, principalmente nos tumores com altos índices de malignidade .

Para se ter uma idéia, quando o MCT estava alterado nos pacientes analisados, a probabilidade de sobrevida de 44 (do total de 51 doentes) era de 55,5% em 60 meses, ou seja, cinco anos. Isso mostra que o MCT, quando hiperexpresso, é um indicador de prognóstico para estes doentes.

A investigação dos casos permitiu a descoberta dessas alterações e substâncias contidas nos tumores. Com isso, descobriu-se que os MCTs estavam associados ao prognóstico desses doentes, portadores de um câncer intestinal raro do tecido conjuntivo, o GIST. “Podemos dizer que o estudo conseguiu discriminar aquele doente que precisa de atenção maior”, afirma o Professor Delcio Matos.

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