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Campo Grande vive quadro de epidemia de dengue

06 janeiro 2010 - 11h04

Campo Grande, Capital de Mato Grosso do Sul, vive um verdadeiro quadro de epidemia de dengue, segundo a Diretora de Vigilância em Saúde da Secreatria Municipal de Saúde, Ana Lúcia Lyrio. De acordo com a diretora, uma das grandes parcelas de culpa pelo atual quadro da doença em Campo Grande é da população que, por falta de consciência, acaba prejudicando o combate.

Segundo dados da Sesau, de ontem para hoje, foram confirmados mais quatro casos da doença na Capital. Dessa forma, o número de casos até o momento foi para 1274, enquanto há 4632 notificações. No ano passado, ocorreram dois óbitos, um em maio e outro em dezembro. Somente nos 3 primeiros dias de 2010 foram 148 notificações, enquanto que no mês de janeiro de 2008 foram 149 notificações.

Ana Lyrio afirma que a população tem parcela de culpa na epidemia de dengue que a cidade enfrenta. Segundo ela, falta conscientização das pessoas que, apesar de estarem cientes dos riscos e de como combater a doença, acabam deixando seus terrenos com focos da doença.

“Pelos dados nós estamos em epidemia e uma das grandes parcelas de culpa é da população. Falta conscientização, é muito difícil a gente sensibilizar as pessoas. A gente vai lá, faz mutirão, limpa e, depois de uma semana voltamos, e está tudo sujo de novo. As pessoas têm que deixar seus terrenos limpos, porque isso prejudica todo mundo. Nós temos nossa parcela também, mas a população é uma das grandes responsáveis também”, afirma Lyrio.

Além desse problema da falta de conscientização das pessoas, a diretora afirma que a reintrodução dos sorotipos I e II da doença também contribuiu para a epidemia. Segundo ela, as pessoas estão mais suscetíveis a esses sorotipos.

“Houve também a reintrodução dos sorotipos I e II que haviam circulado no ano de 1998 e 2002. Com isso, no começo do ano, tínhamos uma população suscetível a novas infecções. As epidemias de 98 e 2002 não tinham sido de grandes proporções, então tínhamos muitas pessoas suscetíveis esse ano. Além disso, teve o problema da resistência ao larvicida que não estava matando como deveria e pelo tempo que deveria, ele foi mudado em setembro pelo Governo Federal que é quem é responsável por isso”.

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