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Campinas: Direitos Humanos investiga morte de Toninho do PT

16 setembro 2004 - 21h42

O CDDPH (Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana) criou uma comissão especial para investigar o assassinato do prefeito de Campinas (SP), Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, morto em setembro de 2001. A comissão será composta pelo conselheiro do CDDPH Humberto Espínola, pelo presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), José Edísio Simões Souto, e por um representante do Ministério Público Federal. ""Espero que o relatório final da comissão indique que as investigações sobre o crime devam passar para a esfera federal. A formação da comissão é um reforço, mas esperava mais do governo federal"", disse a viúva do prefeito, Roseana Garcia. Roseana Garcia quer que a Polícia Federal investigue o caso. Ela diz não acreditar na tese da Polícia Civil de que o prefeito tenha sido assassinado porque seu carro atrapalhou a fuga da quadrilha do seqüestrador Wanderson Newton de Paulo, o Andinho. ""O Antonio [Toninho] forneceu documentos para a CPI do Narcotráfico e corria risco de morte por causa disso. Isso já é um motivo para o crime passar para a esfera federal. O que falta é vontade política do governo"", disse a viúva. O objetivo da comissão é analisar o inquérito do caso e avaliar se há dúvidas no processo. Segundo a resolução que cria a comissão, publicada no ""Diário Oficial da União"" há uma semana, legistas, peritos e outros profissionais poderão ser convidados a colaborar. O prazo para conclusão dos trabalhos é de 90 dias, prorrogáveis pelo prazo que se fizer necessário. No final das apurações, a comissão apresentará o relatório ao CDDPH. A comissão foi sugerida ao ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda, pela viúva de Toninho em julho passado. Em encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em março passado, Roseane Garcia solicitou que as investigações sobre o assassinato fossem reabertas. O CDDPH é um órgão independente, mas ligado a Secretaria Especial dos Direitos Humanos.

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