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Câmara promove seminário para debater expansão da cana

04 maio 2007 - 10h48

Com o objetivo de analisar os impactos, as vantagens e desvantagens da expansão da cana-de-açúcar na região Cone Sul de Mato Grosso do Sul, além de discutir e apresentar alternativas e propostas de desenvolvimento local, regional e territorial, a Câmara de Dourados e o Imad (Instituto de Meio Ambiente e Desenvolvimento) realizam, nos dias 9 e 10 de maio, o I Seminário Municipal “Cana e Desenvolvimento”. A proposição é do vereador Elias Ishy de Mattos (PT).
Nos dois dias, o seminário começa às 19 horas, no Teatro Municipal de Dourados e as inscrições são gratuitas. No dia 9, quarta-feira, serão discutidos os impactos negativos e positivos da expansão do plantio de cana em Dourados e região e a busca da sustentabilidade sócio-ambiental do setor sucroalcooleiro e deliberações do Conselho Municipal de Meio Ambiente sobre a cultura da cana-de-açúcar.
Na quinta-feira, 10, haverá mesa redonda com os temas: certificação e responsabilidade sócio-ambiental; sistemas alternativos de produção e geração de renda; o papel da certificação sócio-ambiental para o setor sucroalcooleiro; aspectos econômicos da expansão da cana-de-açúcar; oportunidades de melhorias no trato ambiental; Promotoria do Meio Ambiente: Posturas e Normatização; tecnologia e oportunidade de mercado; direito humano e o desenvolvimento.
O vereador Elias Ishy diz esperar participação maciça da sociedade, “para que possamos nos unir em favor de um desenvolvimento pautado na responsabilidade social e ambiental”.
Elias Ishy justifica sua preocupação citando recente declaração da Comissão Pastoral da Terra, segundo a qual, “o agronegócio da cana gera degradações ambientais, maior concentração fundiária e super exploração da mão-de-obra, levando trabalhadores à morte por exaustão; coloca em risco a demarcação das terras indígenas e de comunidades tradicionais; afronta a soberania alimentar estimulando a utilização de terras de assentamentos da reforma agrária e de pequenos agricultores para produzir biocombustível e estimula a ocupação do território brasileiro por empresas estrangeiras, tornando vulnerável a soberania nacional”.
Segundo o vereador petista, é preciso buscar um modelo alternativo na agricultura camponesa e na agroecologia, com produção diversificada, priorizando o consumo interno.

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