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Camada de ozônio se recupera mais lentamente que o esperado

18 agosto 2006 - 13h15

A camada de ozônio que envolve a Terra começou finalmente a se recuperar após passar décadas encolhendo, relataram na sexta-feira duas agências da Organização das Nações Unidas (ONU). No entanto a Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep) disseram que a camada protetora, responsável por filtrar a radiação solar prejudicial, se recuperava mais devagar do que inicialmente esperavam os cientistas. Sobre grandes áreas da Europa, da América do Norte e da Ásia, no Hemisfério Norte, e sobre o sul da Austrália, da América Latina e da África, no Hemisfério Sul, a camada deve, até 2049, readquirir o tamanho registrado nos anos anteriores a 1980, disseram as agências. O último grande relatório sobre o assunto havia previsto essa recuperação para 2044. O comunicado das agências apareceu em um sumário oficial de um relatório sobre os efeitos do Protocolo de Montreal, de 1987, que obrigou os países signatários a se livrarem paulatinamente dos produtos danosos à camada de ozônio. O relatório foi elaborado por 250 cientistas e deve ser divulgado no próximo ano. "Mas o atraso na recuperação é sinal de que não podemos nos descuidar da camada de ozônio e de que precisamos manter e acelerar os esforços para nos livrarmos dos produtos danosos", afirmou Steiner, em um comunicado divulgado em Genebra e em Nairóbi. Sobre a Antártica, onde os chamados "buracos de ozônio" aumentaram nos últimos 30 anos, a recuperação deve acontecer apenas em 2065, ou 15 anos depois do inicialmente previsto. A camada de ozônio bloqueia os raios ultravioleta e os buracos surgidos nela foram apontados como os responsáveis pelo aumento do risco de câncer de pele e de catarata em humanos. Os raios ultravioleta também podem prejudicar as colheitas e a vida marinha, dizem pesquisadores. A diminuição da camada é provocada pela ação do cloro e do bromo liberados na atmosfera por meio dos clorofluorcarbonos (CFCs), fabricados pelo homem e usados em sprays de aerosol e equipamentos de refrigeração, como geladeiras e alguns sistemas de ar-condicionado.   

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