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CAIXA tem lucro de R$ 3,8 bilhões e bate recorde em habitação

11 fevereiro 2011 - 13h42

Com volume de concessão de crédito recorde, que superou R$ 194 bilhões, a Caixa Econômica Federal alcançou lucro líquido de R$ 3,8 bilhões, em 2010, o que representa crescimento de 25,5% em relação ao ano anterior.

O patrimônio líquido de R$ 15,4 bilhões teve evolução de 17,4%, quando comparado ao ano anterior, e o retorno sobre o patrimônio líquido médio foi de 26,3%. Os valores dos repasses com tributos e encargos sociais à União, estados e municípios, juntamente com juros sobre capital próprio, somaram R$ 4,3 bilhões no ano.

O Patrimônio de Referência atingiu R$ 32,6 bilhões, com evolução de 24,1%, o que permite ao Banco manter sua expansão da oferta de crédito. O índice de Basiléia terminou o ano em 15,4%, superior ao mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil.

Com saldo de R$ 175,8 bilhões, as operações de crédito foram a principal alavanca para o crescimento de 17,4% do ativo da Instituição, que atingiu R$ 400,6 bilhões em dezembro de 2010. Com isso, a CAIXA continua na 4ª posição entre os maiores bancos do país. Além do ativo próprio, a CAIXA ainda administra R$ 260,3 bilhões em FGTS e R$ 123,5 bilhões em fundos de investimento.

Em habitação, a CAIXA continua batendo recordes, com contratações de R$ 77,8 bilhões em crédito, incluindo arrendamentos e repasses, superando em 57,2% o número de 2009. No Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV), a CAIXA superou o desafio de financiar um milhão de moradias, reafirmando o seu potencial como agente de transformação para a sociedade.

A CAIXA superou o número de 40 milhões de contas de poupança e acolhe mais de R$ 129 bilhões em depósitos. A captação líquida, no ano, foi de R$ 13,2 bilhões, mantendo-se líder no segmento, com participação de 34,2% do mercado.

Para a presidenta da CAIXA, Maria Fernanda Ramos Coelho, “os resultados apresentados pela CAIXA em 2010 ressaltam o papel essencial da empresa como banco público socialmente responsável, apoiando decisivamente as ações do Governo Federal voltadas às políticas públicas e ao crescimento econômico do país”.

Captações

Os depósitos apresentaram saldo de R$ 215,2 bilhões, com evolução de 19,1% em relação a 2009. Os depósitos à vista aumentaram 17,4%, com saldo de R$ 19,6 bilhões e cerca de 16 milhões de contas correntes, entre pessoas físicas e jurídicas. Os depósitos a prazo encerraram o ano com saldo de R$ 54,2 bilhões e a poupança, que fechou 2010 com R$ 129,4 bilhões em carteira, cresceu 19,1%.

Outra fonte de recursos importante para a empresa, as Letras Imobiliárias atingiram R$ 9,6 bilhões no ano. Em julho de 2010, a CAIXA iniciou a emissão privada de Letras Financeiras, que são títulos de crédito de emissão das instituições financeiras com foco na captação de longo prazo. O saldo, ao final do ano, foi de R$ 1,7 bilhão nesse tipo de captação.

O patrimônio líquido total dos fundos de investimentos administrados pela CAIXA, incluindo os fundos de rede, exclusivos, carteiras, FI FGTS, FI FAR, FI FDS e FI de FIC, apresentou aumento de 10,9%, passando de R$ 261,8 bilhões, em 2009, para R$ 290,2 bilhões, em 2010. A participação da CAIXA no mercado de fundos de investimentos passou de 7,21% para 7,41%.

Crédito

O saldo total de R$ 175,8 bilhões das operações de crédito representa um crescimento de 41,3% em doze meses, enquanto as provisões para crédito de liquidação duvidosa totalizaram R$ 11,1 bilhões, aumento de 25,9% frente ao exercício anterior.

A carteira comercial alcançou R$ 55,4 bilhões, um aumento de 23,4% em comparação a 2009. O segmento de Pessoas Jurídicas obteve saldo de R$ 28,5 bilhões e o de Pessoas Físicas, R$ 26,9 bilhões, crescimentos de 21,2% e 25,7%, respectivamente, em relação ao ano anterior.

A inadimplência total (atrasos superiores a 90 dias) do crédito na CAIXA, durante 2010, manteve-se controlada e estável, em 2,0%, e abaixo do percentual de 2009, que foi de 2,2%.

Habitação – R$ 77,8 bilhões é o novo recorde

A Caixa realizou, em 2010, o maior investimento habitacional de sua história, com o montante de R$ 77,8 bilhões, o que corresponde a 70% de todo o crédito imobiliário do mercado e a um crescimento de 57,2% superior ao contabilizado em 2009. O resultado de 2010 é ainda 1.435% maior do que o montante registrado em 2003, de R$ 5 bilhões.

Do valor total de financiamentos, R$ 27,7 bilhões foram realizados com recursos da poupança (SBPE), responsáveis por 203.931 unidades habitacionais, e R$ 31 bilhões com linhas que utilizam o FGTS, que totalizaram 389.675 moradias. Além disso, foram destinados R$ 6,3 bilhões para subsídios e R$ 10,7 bilhões para arrendamentos residenciais. O restante do valor foi direcionado para consórcio imobiliário, Pró-Moradia e repasse.

A carteira habitacional superou uma marca histórica, com R$ 108,3 bilhões de saldo, uma evolução de 53,6% em relação aos R$ 70,5 bilhões registrados em dezembro de 2009.

No PMCMV, lançado em 2009, a CAIXA e o Governo Federal superaram a meta de financiar um milhão de moradias, com 1.005.028 unidades habitacionais. Desse total, 936.508 contaram com a intervenção direta da CAIXA, com investimento de R$ 51,31 bilhões. Só em 2010, foram R$ 37,4 bilhões destinados ao programa, beneficiando 639.983 famílias.

Das unidades financiadas em 2010, desconsiderados os consórcios, repasses e o programa Pró-Moradia, 59% foram destinadas a pessoas na faixa de renda de até seis salários mínimos (SM), onde se encontra o maior déficit habitacional.

Rede de Atendimento

Para atender os seus 52,8 milhões de clientes, bem como os cidadãos em geral, nos pagamentos de benefícios, a CAIXA conta com uma rede de 40 mil pontos de atendimento. São 6,9 mil unidades próprias, entre agências, postos e salas de autoatendimento e 33 mil correspondentes, sendo 10,7 mil lotéricos.

Em 2010, a CAIXA inaugurou a Agência Chico Mendes, primeira agência-barco do país, para atender comunidades ribeirinhas da Amazônia. Outro marco foi a inauguração da Agência Alemão, localizada no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro (RJ).

Em todos os canais de atendimento, inclusive o internet banking, foram realizadas mais de 4 bilhões de transações bancárias no ano, com crescimento de 9% em relação a 2009.

A CAIXA fechou 2010 com o quadro de 83,2 mil empregados concursados e 15,5 mil estagiários e aprendizes.

Premiações e Reconhecimentos

A Fitch Ratings, agência internacional de classificação de riscos, anunciou a elevação das notas da CAIXA de "AA(bra)" para "AA+(bra)". O rating de uma instituição financeira é uma medida balizadora para o mercado operar e reflete, entre outras questões, a qualidade e a eficiência na gestão do crédito, bem como as práticas de governança corporativa adotadas.

A CAIXA possui a 8ª marca mais valiosa do mercado, segundo estudo da Brand Finance que, em parceria com a revista The Brander/IAM, publica a sexta edição anual do estudo das 100 marcas mais valiosas presentes no Brasil.

No Prêmio Destaque de Marketing 2010, promovido pela Associação Brasileira de Marketing e Negócios, a CAIXA foi a grande vencedora, com maior número de troféus, premiada nas categorias: "Marketing de Serviços", "Marketing Promocional" e "Comunicação Integrada", com as campanhas Loterias CAIXA, Promoção Fatura Zero e Feirão da CAIXA, respectivamente.
O prêmio Folha Top of Mind 2010 apontou a CAIXA, pela nona vez consecutiva, como instituição mais lembrada pelos brasileiros na categoria Caderneta de Poupança.

Pela sétima vez sucessiva, a CAIXA está entre os melhores gestores de recursos do país. A empresa foi a vencedora no ranking da Revista Exame de melhor gestor de Fundos de Renda Fixa. O prêmio foi concedido nas categorias de melhor gestor de Fundos de Renda Fixa, no segmento Gestão Ativa e Varejo.

Como reconhecimento de sua política de equidade de gênero, a CAIXA recebeu um troféu por ter sido certificada, pela terceira vez consecutiva, com o Selo Pró-Equidade de Gênero promovido pela Secretaria de Promoção da Mulher da Presidência da República.

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