Brucelose em rebanho leiteiro de propriedades familiares em Mato Grosso do Sul é o tema da dissertação do mestrando Tancredo Theodoro de Faria Filho, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Produção e Gestão Agroindustrial oferecido pela UNIDERP, e orientada pelo professor Gete Ottaño da Rosa. Ele apresentará o trabalho nesta quarta-feira, às 8h, no auditório o bloco III, campus I da Universidade. A banca examinadora será composta pelos professores doutores Gete Ottaño da Rosa (UNIDERP), Eurípedes Batista Guimarães (UFMS) e Olímpio Crisóstomo Ribeiro (UNIDERP).De acordo com o mestrando, o objetivo foi estudar a prevalência da brucelose bovina em propriedades de até 100 hectares de Mato Grosso do Sul, onde inexistia qualquer análise dos dados de animais e rebanhos infectados, os riscos epidemiológicos associados a essa prevalência e, também, as conseqüências econômicas." Foram analisados os dados disponibilizados pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal, referentes aos anos de 2003 e 2004, que abrangeram 31 assentamentos e 14 comunidades rurais de 26 municípios do Estado. Os dados de 2003 provieram de 23 assentamentos e dez comunidades rurais, de 18 municípios, envolvendo 58,69% das propriedades, com prevalência encontrada de 3,04% entre os animais e de 26,20% entre os rebanhos. Os de 2004 provieram de oito assentamentos e de quatro comunidades rurais de oito municípios, envolvendo 77,88% das propriedades. Aqui a prevalência da brucelose foi de 2,53% entre os animais e de 24,20% entre os rebanhos analisados”, disse.Conforme Tancredo Theodoro de Faria Filho, os dados permitem observar que a brucelose bovina está presente em rebanhos leiteiros mestiços de assentamentos e de pequenas propriedades rurais do Estado, situação esta agravada pelo tipo de manejo praticado, tamanho das propriedades, proximidade entre elas, abate clandestino e manutenção de animais infectados nas propriedades/lotes. “Uma das conclusões é de que o controle só será possível mediante implantação de um Programa de Sanidade Animal, mais eficaz e duradouro, em especial nesse estrato, de até 100 hectares. Os prejuízos econômicos decorrentes da doença no referido estrato foram calculados em R$ 7.535.278,00, equivalentes a US$ 3,425,126”, ressaltou.
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