A Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj vai lançar, nesta quinta-feira, 21, no Rio de Janeiro, seu Relatório da Violência contra Jornalista de Liberdade de Imprensa no Brasil - 2015. Em comparação com 2014, houve aumento no número de casos de violência contra a categoria: foram 137 ocorrências, oito a mais do que as 129 registradas no ano anterior.
O número de assassinatos de jornalistas caiu, mas cresceu o de assassinatos de outros comunicadores. Em 2014, três jornalistas e quatro comunicadores foram assassinados. Já em 2015, houve duas mortes de jornalistas, sendo uma delas de um jornalista estrangeiro, e nove mortes de outros comunicadores. Cinco radialistas, dois blogueiros e dois comunicadores populares foram assassinados.
O jornalista Evany José Metkzer, 67 anos, foi assassinado em Minas Gerais, estado brasileiro onde dois jornalistas foram mortos em razão do exercício profissional no ano de 2013. O jornalista paraguaio Gerardo Seferino Servián Coronel foi assassinado em Ponta Porã (Mato Grosso do Sul), a 200 metros da linha de fronteira com a cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero. Servián trabalhava na rádio Ciudad Nueva 103,3 FM, de Santa Pytã, distrito pertencente ao município de Pedro Juan Caballero, mas morava em Ponta Porã.
Foram assassinados os radialistas Djalma Santos da Conceição, Francisco Ropdrigues de Lima, Gleydson Carvalho, Ivanildo Viana e Patrício Oliveira. Os blogueiros Ítalo Eduardo Diniz Barros e Roberto Lano e os comunicadores populares Israel Gonçalves Silva e Soneide Dalla Bernadina também foram vítimas fatais.
Apesar de constarem nos relatos de casos do Relatório da Fenaj, para registro, os casos de assassinatos de outros comunicadores não são somados aos números totais de ocorrências de violência contra jornalistas, visto que essas vítimas ou pertencem a outra categoria profissional (a de radialistas) ou são comunicadores populares e, portanto, não integram a categoria profissional.
Entre as violências sofridas pelos jornalistas em 2015, as agressões físicas (49) foram registradas em maior número. Grande parte delas foi registrada em manifestações de rua, mas em número muito inferior às ocorridas nos anos de 2013 e 2014.
Foram registrados em 2015, 16 casos de agressões verbais, 28 casos de ameaças e/ou intimidações, nove atentados, 13 ocorrências de impedimento do exercício profissional, nove cerceamentos à liberdade de expressão por meio de ações judiciais, oito prisões e ainda um caso de censura. A categoria dos jornalistas ainda foi vítima de violência, como um todo, em dois casos contra a organização sindical.
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