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Um jovem brasileiro na fronteira da pesquisa em biocombustíveis

31 janeiro 2013 - 12h33

O químico Roberto Rinaldi, que teve berço científico no Instituto de Química (IQ) da Unicamp e trabalha atualmente no Instituto Max Planck de Pesquisa sobre o Carvão, acaba de receber da Fundação Alexander von Humboldt o prêmio Sofja Kovalevskaja, um dos mais valiosos da academia na Alemanha (e no mundo). É o primeiro pesquisador com formação brasileira a receber o prêmio criado em 2002 para integrar jovens de carreiras altamente promissoras e de nível internacional à academia alemã. Ao todo, 18 contemplados com idades entre 29 e 38 anos estarão na cerimônia de premiação de 9 de novembro, em Berlim.

Mais que reconhecimento, Roberto Rinaldi receberá 1,65 milhão de euros (R$ 3,8 milhões) para desenvolver um projeto de cinco anos, em condições únicas, já que poderá formar seu próprio grupo de pesquisa e atuar de forma independente e livre de restrições administrativas. “O prêmio, financiado pelo Ministério Alemão de Educação e Pesquisa, geralmente contempla pesquisadores de universidades de elite, como Berkeley (EUA) e Oxford (Reino Unido). Por isso, esse reconhecimento se estende ao meu berço científico, que é o IQ da Unicamp. Já estou montando meu grupo de pesquisas em biocombustíveis no Max Planck”.

Rinaldi dedica-se a estudos de processos catalíticos para obtenção de produtos químicos a partir de fontes agrícolas renováveis, mais precisamente da celulose. Liberado do mestrado, a sua pesquisa de doutorado no IQ, sob orientação do professor Ulf Schuchardt, envolveu um processo com catalisador e oxidante não-tóxicos, viável economicamente. Esta preocupação ambiental mereceu um prêmio da Sociedade Brasileira de Catálise, patrocinado pela Degussa, indústria química alemã e líder na área.

Logo ao concluir o pós-doutorado no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), o pesquisador, por conta da sua produção científica, foi aceito no grupo do professor Ferdi Schüth, que coordena os estudos com catálise heterogênea no Instituto Max Planck – e lá está desde 2007. Na entrevista que segue, Roberto Rinaldi fala um pouco dessa trajetória e dos seus planos.

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