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Tibetanos vivem infelizes fora do país, diz monge brasileiro na Índia

20 março 2008 - 14h49

Este é o sentimento dos monges tibetanos que vivem exilados na Índia, segundo um brasileiro que mora há mais de quatro anos na região. Gabriel Jaeger, de 27 anos, contou ao G1 que nunca esteve no Tibete, mas não por falta de vontade. “Nunca tive a oportunidade, apesar da grande vontade”, afirmou o brasileiro, em entrevista por telefone.

"O que sentimos por aqui é que os monges estão muito tristes. Neste momento em que acontece uma revolta no país deles os monges não podem fazer nada daqui. Sente-se a tristeza da população e que eles gostariam de ter o país deles de volta. Eles querem fazer alguma coisa daqui, mas não podem”, disse Jaeger, que estuda filosofia e dialética budista em língua tibetana na Universidade Monástica Dzongsar Chokyi Lodro Shedra, na cidade de Chauntra, na Índia.

“Fora do Tibete, eles não têm cidadania e às vezes têm até problemas em viajar por conta do passaporte”, afirmou. “Não é o país deles. É um povo sem país, mas neste momento, que a mídia toda está com os olhos para a China por conta das Olimpíadas, eles querem que o mundo volte os olhos para eles”, completou, lembrando do fato de o Tibete ter sido anexado à China em 1950 e também às recentes manifestações em Lhasa, capital do Tibete, onde segundo o Parlamento tibetano no exílio já morreram cerca de 100 pessoas - o governo chinês nega.

Preconceito
Jaeger diz que os tibetanos são bem tratados pelo governo indiano, mas como o número de exilados aumenta, começam a surgir diferenças com os indianos.

“O governo indiano os trata muito bem, mas os indianos começam a ver o grande número de tibetanos que chegam e abrem negócios com o dinheiro que têm. Eles observam um povo de fora que está melhor que eles dentro do próprio país deles. Os tibetanos crescem rápido por aqui, trabalham muito e daí vem um certo preconceito por parte da população indiana mais pobre”, afirmou

No Tibete, porém, a situação é bem diferente. Segundo relatos que recebeu de dois colegas monges, o gaúcho de Porto Alegre diz que a situação é delicada.

“Nos monastérios, ninguém que tenha menos que 18 anos pode entrar para estudar. Você precisa de autorização para estudar lá”, disse. “E nas escolas da região, não ensinam a língua tibetana, apenas a chinesa.”

Jaeger diz ainda que ouviu “boatos” de que os monges estariam sendo torturados e assassinados dentro dos monastérios pelo Exército chinês, por conta das revoltas recentes. “Mas ninguém sabe dizer, porque ninguém pode entrar ou sair de lá. E nos maiores, com mais de 500 monges, o governo cercou com o Exército”, afirmou, ainda segundo relatos de informantes tibetanos presentes no Tibete.
Futebol
Jaeger, que diz querer a felicidade de gremistas e colorados porque "ambos são irmãos, partes da mesma grande família humana", comentou o fato de ser brasileiro no monastério. "Eles realmente gostam de ver o Brasil nas Copas do Mundo. Se alguém quiser patrocinar eles com camisa do Brasil, eles iriam adorar", disse, rindo.

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