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Teste de osteoporose pode ter intervalo de 15 anos, diz estudo

23 janeiro 2012 - 19h37

A osteoporose progride de forma tão lenta que quem faz o primeiro teste e tem resultado normal aos 65 anos pode esperar até 15 anos para a próxima densitometria óssea.

É o que diz um novo estudo publicado nesta semana na revista médica "New England Journal of Medicine".

A pesquisa faz parte de uma iniciativa ampla que vem reavaliando a forma de diagnosticar e tratar a doença, que pode causar fraturas de quadril e vértebras.

A classe de drogas conhecida como bisfosfonatos consegue prevenir fraturas em quem tem osteoporose. Mas os médicos não querem mais que as mulheres, mais afetadas após a menopausa, tomem as drogas para sempre.

Agora, com o novo estudo, os pesquisadores se perguntam também se faz sentido pedir exames frequentes de densitometria para uma maioria que não está nem perto da zona de perigo após o teste inicial.

"A densitometria óssea tem sido exagerada", afirma Steven Cummings, um dos autores do estudo e professor de epidemiologia na Universidade da Califórnia (EUA).


PESQUISA

A pesquisa acompanhou, por mais de uma década, 5.000 mulheres a partir de 67 anos. Logo que foram recrutadas, elas fizeram um exame de densitometria. Nenhuma tinha osteoporose.

Menos de 1% das mulheres com densidade óssea normal no primeiro teste desenvolveram a doença nos 15 anos seguintes. Entre as que tinham densidade um pouco baixa no teste, 5% ficaram com osteoporose depois desse período. No grupo com o pior resultado, 10% ficaram com a doença depois de um ano.

Segundo Joan McGowan, do Instituto Nacional de Artrite dos EUA, o estudo dá provas de que se a pessoa tem densidade óssea normal aos 60 ou 70, não vai ter osteoporose nos próximos cinco anos a não ser que alguma coisa aconteça. Essa coisa pode ser o uso de remédios como cortisona ou ter doenças que afetem os ossos. Mas a médica diz que a recomendação do estudo vale para a maioria.

Segundo o ginecologista Mauro Abi Haidar, chefe do departamento de climatério da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a pesquisa está em sintonia com achados recentes. "Pesquisas anteriores mostraram que não faz diferença esperar dois ou três anos entre os exames."

A recomendação de tomar remédios para mulheres com densidade óssea um pouco abaixo do normal, condição chamada de osteopenia, também está entrando em desuso.

Hoje, diz Ethel Siris, pesquisadora de osteoporose na Universidade Columbia, a osteopenia é vista como um fator de risco e não como uma doença a ser tratada.

Ela lembra, no entanto, que mulheres ou homens que já sofreram fraturas graves (de vértebras, quadril, ombro, pélvis ou punho) precisam levar a doença a sério e se tratar. "Mas não há risco imediato para quem tem resultados normais nos testes."

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