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Tensão no mercado: bolsa intensifica perdas e cai mais de 8%

08 agosto 2011 - 16h34


A queda da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) se intensificou nesta tarde e chegou a passar dos 9%, confirmando as expectativas de analistas de fortes perdas nos mercados na primeira sessão após a decisão da agência Standard & Poor's de rebaixar a nota de crédito dos EUA. Agora, a Bolsa oscila entre 8% e 9%.

Enquanto isso, investidores de todo o mundo buscam ativos considerados mais seguros, como o ouro e até mesmo os agora rebaixados títulos da dívida norte-americana.

O Ibovespa, principal termômetro dos negócios da Bolsa paulista, tem queda de 8,47%, aos 48.465 pontos.

O dólar comercial é negociado por R$ 1,608, em alta de 1,32%.A taxa de risco-país marca 208 pontos, número 15,55% acima da pontuação anterior.
A mudança na nota dos EUA não representou uma total surpresa, mas foi anunciada em um momento em que os investidores já estavam nervosos com a fraca recuperação do país, os problemas de endividamento na Europa e o ritmo de crescimento do Japão, após o terremoto de março.

Hoje, o presidente Barack Obama afirmou que que, apesar da redução da nota americana, os mercados ainda acreditam no crédito americano e que os EUA continuam um país seguro para os investidores.

"Não importa o que uma agência pode dizer, nós sempre fomos e sempre seremos uma nação AAA. Apesar de todas as crises que passamos, temos as melhoras universidades, as melhores empresas, e os mais inventivos empreendedores", disse Obama.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones cai 4,57%, enquanto Nasdaq e S&P 500 recuavam mais de 5%.

A queda nas Bolsas começou na Ásia. A Bolsa de Seul, que chegou a cair 6,3% durante o dia, fechou esta segunda com baixa de 3,82%, a 1.869,45 pontos, seu menor nível desde outubro de 2010. O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio encerrou as operações em queda de 2,18%, a 9.097,56 pontos.
Os mercados europeus abriram mais tarde e também caíram, com Londres em baixa de 3,39% e Frankfurt desvalorizando-se em 5,01%.

As memórias da crise financeira de três anos atrás também estão levando os investidores a sair dos investimentos de risco e buscarem aqueles considerados seguros.

"O medo de uma repetição de 2008 é o que realmente está guiando os investidores", afirmou Gary Schlossberg, ecnomista-sênio da Wells Capital Management à Associated Press.

O ouro, que os investidores tradicionalmente procuram quando querem um investimento seguro, subiu acima de R$ 1.700 a onça pela primeira vez na história nesta segunda. Considerados os ajustes de inflação, o prelo continua abaixo do recorde de 1980.

####O preço do metal sobe 3,56%, para US$ 1.707,50.

Os preços dos títulos do governo norte-americano subiram --mesmo após a S&P dizer que eles são um investimento mais arriscado que títulos de outros países--, porque esses papéis ainda são vistos como um dos poucos seguros do mundo. Os preços sobem com o aumento da procura.

O rendimento do Treasury de 10 anos caiu para 2,37%, saindo de 2,57% na sexta-feira. Esse percentual, diferentemente do preço, cai quando a procura sobe.

Os investidores ainda estão preocupados com a Itália e a Espanha, que podem se tornar os próximos países europeus a não conseguir pagar suas dívidas. O BCE (Banco Central Europeu) afirmou no domingo que vai comprar títulos italianos e espanhóis, na esperança de ajudar os países a evitarem um possível calote.

Além disso, para evitar o pânico nos mercados financeiros, os ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais do G-20 divulgaram um comunicado nesta segunda afirmando que estão comprometidos com as medidas necessárias para assegurar o crescimento e a estabilidade financeira.

####INFLAÇÃO

No front doméstico, o mercado voltou a reduzir as previsões para este ano para a inflação oficial --o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)--, a taxa básica de juros (Selic) e do PIB (Produto Interno Bruto). As informações são do boletim Focus, divulgado pelo Banco Central hoje.
A estimativa do IPCA para este ano foi reduzida de 6,31% na semana passada para 6,28% nesta semana. Para 2012, baixou de 5,30%%, na semana passada, para 5,27% hoje.

Já a expectativa do mercado para a taxa Selic também foi reduzida, em 2011, para 12,50% nesta semana, ante 12,75% na semana passada. A estimativa para 2012 permaneceu em 12,50%.

A projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) teve leve recuo de 3,96% para 3,94% para este ano, enquanto a previsão para 2012 permaneceu em 4%.

Fonte: Valor Econômico

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