Menu
Busca sábado, 28 de março de 2020
(67) 9860-3221

Taxa de homicídios de jovens cresce 14% de 2009 para 2010

13 dezembro 2012 - 15h15



Três adolescentes a cada grupo de mil morrem no País antes de completar 19 anos, revela o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA). A taxa cresceu 14% de 2009 para 2010. A estimativa, se não houver queda no índice nos próximos anos, é que 36.735 jovens de 12 a 18 anos sejam mortos, possivelmente por arma de fogo, até 2016. A maioria das vítimas é homem e negra.

Calculado pelo Laboratório de Análise da Violência (LAV) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o IHA passou de 2,61 mortes por grupo de mil jovens para 2,98. Os dados, referentes a municípios com mais de 100 mil habitantes, foram divulgados nesta quinta-feira pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República, pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) e pela organização não governamental Observatório de Favelas, no Rio.

Com base em indicadores do Ministério da Saúde de 2010, o LAV constatou que o homicídio é a principal causa de morte dos adolescentes e equivale a 45,2% do total de óbitos nessa faixa etária. Na população geral, as mortes por homicídios representam 5,1% dos casos. O dado inclui mortes em conflito com a polícia, conhecidas como auto de resistência.

Alguns fatores, como gênero e raça, aumentam a possibilidade de um jovem ser morto. Em 2010, a chance de um adolescente do sexo masculino ser assassinado era 11,5 vezes maior que a de jovens do sexo feminino. Se o indivíduo for preto ou pardo, a possibilidade aumenta quase três vezes em relação ao branco. Entre as regiões, correm mais risco os jovens do Nordeste, onde o IHA é 4,93, bem superior ao nacional (2,98). Estima-se que, entre 2010 e 2016, ocorram 13.094 assassinatos de adolescentes na região. O Norte (3,62) está em segundo lugar, seguido do Sul (3,19). Já o Sudeste tem a menor a taxa (2,01), mas a maior população, o que pode significar 12.475 jovens mortos no período.

Realizado em 283 municípios com mais de 100 mil habitantes, o levantamento mostra que as cidades com o IHA mais alto estão concentradas nos estados de Alagoas (9,07), da Bahia (7,86) e do Espírito Santo (6,54), que também estavam no topo do ranking em 2009. O menor índice foi identificado em São Paulo (0,94), cuja capital também é a menos letal para adolescentes. O município mais violento é Itabuna (BA), que registra 10,59 homicídios em cada grupo de mil jovens. Em seguida vem Maceió, com 10,15, Serra (ES), com 8,92, Ananindeua (PA) com 8,89, e Salvador, com 8,76.

“O Nordeste se consolida como maior polo de preocupação no país, sendo que Maceió e Salvador) por serem as capitais mais violentas) causam a maior preocupação”, destacou Ignácio Cano.

Deixe seu Comentário

Leia Também

ACORDOS
MPT/MS repassa R$ 75 mil em recursos trabalhistas para a Covid-19
RESTRIÇÃO
Brasil proíbe entrada de estrangeiros no País em voos internacionais
CAPITAL
“Ninguém entra”: presos barram entrada de agentes em cela de presídio
HU
Ebserh contratará 6 mil profissionais para o enfrentamento ao Covid-19
POLÍCIA
Caminhonete conregistro de roubo é recuperada pela PRF em Naviraí
SAÚDE
Hospital Regional de Ponta Porã instala estrutura para pacientes com dengue
NOVA ANDRADINA
Trabalhador é resgatado após cair em fossa em construção de 9 metros
BALANÇO
MPT recebe 2.400 denúncias de violações trabalhistas relacionadas à Covid-19
"Urbi et Orbi"
Em ato inédito, Papa Francisco reza sozinho e concede perdão coletivo
UEMS
Abertas inscrições para seleção de professores formadores e tutores

Mais Lidas

COVID-19
Saúde confirma coronavírus para mulher internada em Dourados e casos chegam a 28 em MS
PANDEMIA
Bebê de três meses é novo caso confirmado de coronavírus em MS
DOURADOS
Sindicato emite nota e diz que empregados foram obrigados a participar de ato
BATAYPORÃ
Paciente com suspeita de coronavírus é internada em estado grave em Dourados