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Suriname identifica 18 líderes do ataque a brasileiros

08 janeiro 2010 - 08h23

Duas semanas depois do ataque a brasileiros no Suriname, o governo surinamês concluiu parte das investigações sobre o crime. O Serviço de Inteligência identificou 18 homens apontados como líderes dos 300 quilombolas (descendentes de escravos - os  “marrons”) que comandaram o crime. Entre eles, há vários com passagens pela polícia. À Agência Brasil, o embaixador brasileiro em Paramaribo, José Luiz Machado e Costa, disse que está afastado o risco de novos ataques.

“As autoridades do Suriname garantem que o que houve foi um crime isolado e que as ameaças de novos ataques estão afastadas. Por segurança, foi reforçado o esquema de policiamento em Albina (a 150 quilômetros de Paramaribo, onde houve a agressão aos brasileiros) e no interior do país”, disse o embaixador. “O Serviço de Inteligência está monitorando tudo.”

Segundo Machado e Costa, o desafio agora é dar assistência aos brasileiros que estavam em Albina – na madrugada do último dia 24 – e aos demais que vivem no Suriname. De acordo com o embaixador, três ações conjuntas são realizadas: apoiar as vítimas, estimular a legalização de papéis – a maioria está ilegal no país vizinho – e esclarecer sobre as normas e cultura surinamesas.

“Muitos dos que vêm para cá [o Suriname] não têm conhecimento do que é este país multiétnico e de idioma totalmente diferente [cuja língua é o neerlandês], com costumes, normas e leis próprias. O nosso trabalho é também de esclarecimento e orientação. É preciso entender o Suriname para poder viver no país”, afirmou.

Por segurança, a Embaixada do Brasil mantém a recomendação para que os brasileiros evitem a região de Paramaribo. Para Machado e Costa, não há um clima de xenofobia contra os brasileiros, mas pode haver estranhamento de um ou outro indivíduo. “É melhor não arriscar ir até aquela área. Mas um fato é certo: não há preconceito nem restrições aos brasileiros”, disse ele.

Desde o ataque na véspera do Natal, o diplomata conversa diariamente com as autoridades surinamesas. Machado e Costa já se reuniu com ministros, representantes da polícia e do Serviço de Inteligência, além de diplomatas do Suriname. “Há uma preocupação efetiva em apurar o crime e evitar repetições”, afirmou.      

O ataque promovido pelos quilombolas foi contra 200 brasileiros, chineses e javaneses. Segundo as investigações policiais, o estopim foi o assassinato de um quilombola por um brasileiro em um restaurante. Mas o clima de animosidade entre os “marrons” e os brasileiros era antigo, uma vez que os quilombolas cobrariam taxas para que os estrangeiros vivessem em Albina. Para vingar a morte de um dos "marrons", o grupo de quilombolas partiu para o ataque. Houve agressões físicas, estupros e depredações de supermercados, da única casa de câmbio da cidade e do principal posto de gasolina.

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