A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir nesta terça-feira, dia 24 de outubro, sobre a extradição do ex-ativista Cesare Battisti para a Itália. O caso voltou à tona no início do mês, quando Battisti foi preso e indiciado pela Polícia Federal (PF) pelos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Ele foi detido em Corumbá, quando tentava atravessar a fronteira com a Bolívia com euros e dólares não declarados, mas ganhou o direito de aguardar o desfecho do processo em liberdade.
No dia 13 de outubro, o ministro relator do caso, Luiz Fux, atendeu a pedido feito pelos advogados do italiano e decidiu suspender eventual decisão do governo brasileiro para extraditar Battisti até a decisão final da Corte.
Também fazem parte do colegiado os ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Alexandre de Moraes. O ministro Luís Roberto Barroso atuou como advogado de Battisti em 2009, quando o STF julgou o caso pela primeira vez, e deverá ficar impedido de julgar o italiano. Dessa forma, o colegiado atuará com quatro votantes. Um empate, que pode beneficiar Battisti, não está descartado.
Outra possibilidade é uma proposta de questão de ordem durante a sessão, para que a extradição seja julgada pelo plenário da Corte, composto por 11 ministros.
Em parecer enviado ontem (23) ao STF, a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu que o ato de Lula que garantiu a permanência de Battisti pode ser revisto. No entendimento da AGU, a última palavra sobre a questão é do presidente Michel Temer.
Durante o julgamento, a defesa do Cesare Battisti deverá sustentar que ele não pode ser expulso do país porque tem um filho brasileiro, fato que impediria a entrega à Itália, de acordo com a jurisprudência do STF.
Histórico
Battisti foi condenado na Itália à prisão perpétua por homicídio, quando integrava o grupo Proletariados Armados pelo Comunismo. Ele chegou ao Brasil em 2004, onde foi preso três anos depois. O governo italiano pediu a extradição do ex-ativista, aceita pelo Supremo. Contudo, no último dia de seu mandato, em dezembro 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que Battisti deveria ficar no Brasil, e o ato foi confirmado pelo STF.
A Corte entendeu que a última palavra no caso deveria ser do presidente, porque se tratava de um tema de soberania nacional. Battisti saiu da Penitenciária da Papuda, em Brasília, em 9 de junho 2011, onde estava desde 2007. Em agosto daquele ano, o italiano obteve o visto de permanência do Conselho Nacional de Imigração.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Justiça abriu as urnas diante da população, diz Nunes Marques

Senado faz semana de esforço concentrado a partir de segunda-feira

Bolão de Fortaleza leva prêmio de R$ 164 milhões da Mega-Sena

Após ameaças de agressão, mulher deixa casa e aciona polícia durante a madrugada

Dourados tem alerta de tempestade para esta segunda-feira

Rio Grande do Sul contabiliza 2,6 mil desalojados após tempestades

Redes sociais ajudam a despertar interesse por livros, diz escritora

Bebê desaparecida em Campo Grande é encontrada no Paraguai; casal é preso

Policial de folga vê homem atirando no Jardim Tropical e suspeito acaba preso com revólver

Mulher é presa por furto após usar menor de 5 anos em ação dentro de loja em Dourados
Mais Lidas

Inscrições para concurso da Dataprev terminam nesta quinta

STF muda decisão de Moraes e reduz pena de condenada por 8 de janeiro

Jovem baleado em garagem de veículos em Dourados morre a caminho do Hospital da Vida

Battisti foi condenado na Itália à prisão perpétua por homicídio, quando integrava o grupo Proletariados Armados pelo Comunismo - Crédito: Agência Brasil/Arquivo