O STF (Supremo Tribunal Federal) começou a julgar nesta quarta-feira, dia 25 de maio, se são constitucionais as normas coletivas de trabalho – ou seja, os acordos fechados entre patrões e trabalhadores – que contenham cláusulas que reduzam ou limitem direitos trabalhistas não previstos na Constituição.
A primeira ação julgada foi apresentada pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes) e discute a jornada de motoristas de transporte de carga.
Até o momento, apenas o relator, ministro Gilmar Mendes, começou a apresentar o voto. O julgamento foi interrompido e será retomado nesta quinta (26) com o voto completo do relator e a posição dos demais ministros.
A CNT afirma que a Justiça do Trabalho vem declarando inválidas as convenções coletivas “legitimamente negociadas” e determinando o pagamento das horas extras retroativas aos motoristas.
Segundo a confederação, esse tipo de trabalho é incompatível com controle de jornada por parte da empresa, o que passou a ser previsto na própria CLT a partir de 2012.
“Inovadora e perigosa jurisprudência que, seletivamente, desconsidera o reciprocamente pactuado por empregados e empregadores e importa – o que é ainda pior – indubitável insegurança jurídica para o setor produtivo, em geral, e ao setor logístico, em particular”, afirma.
O STF ainda deve julgar um recurso sobre a validade de norma coletiva de trabalho que suprimiu direitos relativos às chamadas horas “in itinere”, o tempo gasto pelo trabalhador em seu deslocamento entre casa e trabalho. Esse processo ainda não começou a ser analisado.
Uma mineradora diz que, ao invalidar cláusula do acordo coletivo de trabalho, o TST feriu o princípio constitucional da prevalência da negociação coletiva.
Em 2019, o ministro Gilmar Mendes determinou a suspensão de todos os casos semelhantes na Justiça trabalhista até que o plenário se manifeste sobre o assunto. Ao todo, mais de 66 mil processos em todo o país aguardam um posicionamento do STF.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Boliviano é preso com 33 quilos de drogas em ônibus na BR-262

Abandono de cargo: Eduardo Bolsonaro terá 15 dias para defesa

Veículo com medicamentos para emagrecimento é apreendido na BR-267

Romeu Zema reafirma pré-candidatura à Presidência e nega aliança

Ação conjunta prende acusado de violência doméstica no Mato Grosso

MS discute em Brasília maior integração e parceria com a Bolívia

Justiça marca audiência de andarilho que agrediu transplantado

Receita terá 'cashback' na declaração a 4 milhões de contribuintes

Homem morre ao ser atingido durante manutenção de ônibus

Cruzeiro demite técnico Tite após empate no Mineirão com Vasco
Mais Lidas

Árbitra de MS apita jogo do Brasileirão Série A neste sábado

Governo de MS diz ter bloqueado cartões sociais usados até para pagar motel

Dourados pode ter chuva forte e ventos de até 60 km/h nesta segunda-feira
