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Seleção brasileira faz amistoso com pitada de várzea na Estônia

12 agosto 2009 - 07h37

Não será nada glamouroso o início da temporada que a seleção brasileira sonha em fechar com o título da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Hoje, às 14h15, no amistoso contra a Estônia, em Tallinn, o time fará um jogo com ingredientes de confronto de várzea. E não só pela capacidade do estádio --a Le Coq Arena, apesar de moderna, comporta apenas 10 mil pessoas, e mesmo assim ainda tinha ingressos disponíveis ontem à tarde.
O futebol na Estônia ainda é semiamador. Mesmo nos clubes da primeira divisão, os jogadores alternam o futebol com outros empregos ou, em sua maioria, com os estudos. Mesmo em sua seleção, o país báltico tem episódios varzeanos. O melhor jogador do país, o meia Oper, não vai atuar hoje na primeira partida da história entre estonianos e brasileiros. Mesmo amparada pela Fifa, que manda os clubes liberarem os atletas convocados por suas seleções em datas oficiais, a federação da Estônia não conseguiu convencer o clube chinês onde joga Oper a liberá-lo.
Em uma revista feita especialmente para o jogo, e confeccionada nos últimos dias, os cartolas estonianos escalaram na sua equipe um goleiro aposentado já há meses. Caso o árbitro sueco escalado para a partida tenha algum problema, quem vai completar o trio de arbitragem será um juiz estoniano aposentado que também é chefe de polícia e que está sendo homenageado.
Nas arquibancadas, uma torcida que não é das mais violentas, mas que no ano passado protagonizou uma agressão bizarra: por não gostarem da forma como uma cantora pop interpretou o hino nacional, em confronto com as Ilhas Faroë, dois torcedores agrediram a artista depois da partida.
Na beira do gramado, no lugar das multinacionais gigantes que compram placas publicitárias em jogos do Brasil, o clima também será varzeano. Até a dupla sertaneja sul-matogrossense Maria Cecília & Rodolfo, ainda em início de carreira, conseguiu comprar espaço no acanhado estádio. Nesse ambiente, a seleção brasileira sabe que qualquer tropeço contra a Estônia, apenas 112º no ranking da Fifa (e atrás de países como Suriname, Barbados e Ilhas Fiji), será um enorme problema.
"Perder para a Estônia seria um desastre", reconhece o volante Felipe Melo. "No Brasil, até quando a gente não faz gol em treino é criticado. Imagine se a gente não ganha aqui. Vocês [imprensa] vão falar disso durante meses", disse o técnico Dunga, que no entanto não quis falar que o rival é tão frágil assim. "No futebol, mais do que em qualquer outro esporte, o mais fraco pode ganhar do mais forte."
Depois do jogo de hoje, a seleção volta a campo em setembro, quando enfrenta Argentina e Chile pelas eliminatórias e deve sacramentar sua classificação para a Copa da África do Sul. Para novembro, existe a negociação para a realização de um amistoso contra a Inglaterra, que seria disputado em outro país pequeno: o Qatar.

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