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Seleção brasileira estréia no Mundial de futebol feminino

21 setembro 2003 - 11h16

Quase todas desempregadas, as jogadoras da seleção brasileira estréiam neste domingo no Mundial em busca da sobrevivência no futebol. Diferentemente do mundo milionário da bola jogada pelos homens, as mulheres da equipe nacional, que enfrentam a Coréia do Sul, em Washington, vivem uma outra realidade. Muitas atletas pensam em abandonar o futebol depois do Mundial. "Já pensei várias vezes em desistir. Agora, vamos ver o que vai acontecer no Mundial", declarou a goleira Andreia, que é obrigada a jogar futsal para ter um rendimento fixo mensal. A situação é tão grave para as mulheres que neste ano não foi disputado nenhum campeonato regional ou nacional de expressão no Brasil. Para complicar ainda mais, a liga norte-americana, que é o eldorado para as melhores brasileiras, anunciou o fim das suas atividades na segunda-feira.Os executivos alegaram falta de patrocinadores e baixo faturamento. Kátia Cilene e Daniele Alves, as principais atletas da seleção, jogavam lá. O Mundial também esteve ameaçado. Em maio, a Fifa foi obrigada a transferir o torneio da China para os EUA, por causa do surto de Sars (síndrome respiratória aguda grave) na Ásia. Apesar do cenário confuso do futebol feminino, as brasileiras encaram o torneio como última oportunidade para o esporte crescer no país. As jogadoras acreditam que uma excelente campanha na competição poderá espantar a crise e atrair o investimento de clubes e empresas. No último Mundial, a seleção ficou em terceiro lugar, mas o esporte não conseguiu decolar no país. "Tomará que tudo dê certo e que as pessoas voltem a apostar no futebol feminino. Todas aqui estão esperando isso. Caso contrário, muitas terão que viver de outra coisa", disse a goleira, que recebe R$ 800 mensais para jogar no time de futsal da Sabesp. "Se não fosse esse dinheiro, já teria parado", disse Andreia.Do futebol feminino, ela só ganha dinheiro quando está com a seleção (R$ 30 por dia) ou ao vestir a camisa do Saad, clube tradicional na modalidade, R$ 300 por jogo. Neste ano, ela só disputou quatro partidas pela equipe.Para atrapalhar ainda mais a vida financeira das jogadoras, a CBF ainda não pagou às atletas a premiação pela conquista da medalha de ouro no Pan, no mês passado. A entidade disse que vai pagar o prêmio do Pan após o Mundial, mas negou que o valor seja de R$ 10 mil para cada jogadora, como as atletas dizem. "Como já deu para sentir, todas têm muitas dificuldades, mas querem viver disso. Uma boa campanha será fundamental", disse Milene Domingues, mulher de Ronaldo e uma das poucas empregadas após o torneio. Ela foi inscrita na competição para dar mais "divulgação" à seleção. 

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