Clássico, normalmente, é sinônimo de emoções: quando vai ao estádio ver um embate entre dois grandes rivais, o torcedor espera um jogo empolgando, com muitos gols de seu time. Neste domingo, a Arena Corinthians será palco de uma partida entre duas equipes com problemas justamente no setor responsável pelos gols: os ataques de Palmeiras e Corinthians não estão funcionando.
O Corinthians não conta mais com seu principal goleador: Paolo Guerrero rescindiu seu contrato e está a caminho do Flamengo. Seu substituto no clássico será Angel Romero, que coleciona dois gols em 32 jogos com a camisa corintiana.
O alvinegro não fez gols nas últimas duas partidas – acumula 242 minutos sem gols. A baixa produção é fruto direto de um time que vem mostrando pouca agressividade: é o quarto que menos finaliza no Brasileirão.
Já pensando na saída de Guerrero, o Corinthians contratou no começo da temporada Vágner Love. O reforço, entretanto, ainda não correspondeu às expectativas, e realiza um trabalho específico de fortalecimento para reencontrar seu melhor futebol: sequer será relacionado.
A formação escolhida por Tite, inclusive, deve ser cautelosa: Romero pode ser o único atacante de ofício em campo – abertos pelos lados estarão Petros e Jadson.
O ataque palmeirense também tem muitos problemas, e tem sido alvo de críticas: o alviverde não balança às redes há três jogos. Ao contrário do Corinthians, o time comandado por Oswaldo de Oliveira finaliza muito, mas não consegue acertar o alvo.
A "seca" já colocou na berlinda os centroavantes do time, Leandro Pereira e Cristaldo – juntos, marcaram apenas nove gols até agora em 2015. Para domingo, devem ser barrados.
Para solucionar o problema ofensivo, Oswaldo deve se aproveitar da volta de Rafael Marques – depois de atuar na ponta direita durante toda a temporada, o atacante pode voltar a fazer sua função original e jogar no comando do ataque domingo. Rafael fez um excelente Paulista, marcando gols fundamentais nos clássicos contra São Paulo e contra o próprio Corinthians.
Ciente da situação, o Palmeiras está atento ao mercado, e uma das contratações estudadas é de um camisa 9. O argentino naturalizado Lucas Barrios está em pauta, e negocia sua liberação com o Spartak, da Rússia – a definição, entretanto, só vem depois da Copa América.
No clássico entre dois ataques que não têm funcionado, é inevitável o temor por um 0 a 0 – Corinthians e Palmeiras empataram cinco dos últimos 10 jogos, mas apenas um acabou sem gols.
Nenhum jejum no futebol é eterno. Para os homens de frente que estarão em campo na Arena Corinthians, não poderia existir oportunidade melhor de desencantar. Para o alvinegro, a vitória pode valer a liderança do Brasileiro; para o alviverde, o fim da crise após três jogos sem vitória e segurança para Oswaldo de Oliveira.
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