O Senado pretende fazer um esforço político para votar em março a proposta de Resolução 72/2010, que uniformiza a alíquota do ICMS nas operações interestaduais com bens e mercadorias importadas. Numa reunião nesta terça-feira, 28, com a presença de dirigentes de entidades patronais e trabalhadores, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pediu aos líderes dos partidos presentes no encontro que se esforcem para colocar a matéria em votação o quanto antes. As entidades argumentam que o projeto pode acabar com a chamada "guerra dos portos".
"Nós não estamos querendo a proteção da indústria. Nós estamos querendo protegê-la dos ataques", afirmou Sarney durante a reunião no gabinete da Presidência do Senado. "Vamos antecipar a votação, desde que as lideranças aceitem estabelecer urgência urgentíssima em torno dessa matéria", anunciou. Por esse regime de tramitação, a matéria tem que ser aprovada em até 45 dias, sob pena de trancar a pauta de votações do plenário. Os líderes do PMDB, do PTB e do PSDB, Renan Calheiros (AL), Gim Argello (DF) e Alvaro Dias (PR), comprometeram-se a mobilizar suas bancadas para votar a proposta.
O projeto original é de autoria do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Mas o próprio Jucá admite que sua proposta é um "ponto de partida", ou seja, foi apresentada apenas para suscitar a discussão. Ele ainda não fechou qual o melhor porcentual para o projeto. Apesar disso, o líder do governo defende a adoção de compensações econômicas a estados que sairiam perdendo com a mudança no ICMS, como Espírito Santo e Santa Catarina.
O governo de São Paulo e a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) defendem a adoção de um porcentual de 4% de imposto. Há integrantes da equipe econômica do governo têm sustentado a adoção de uma alíquota de 2%.
Desde o final de 2010, a matéria tramitou inicialmente pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), mas foi remetida por José Sarney no segundo semestre do ano passado para a de Constituição e Justiça (CCJ), que atendeu pedido do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Ex-governador de um dos estados que seriam prejudicados com a mudança, Ferraço alega que a proposta é inconstitucional. Depois de discutir se contraria a Constituição, o projeto voltará à CAE. Mas os senadores presentes ao encontro de desta manhã devem abreviar esse rito de tramitação do projeto.
"A ideia é que agora em março façamos audiências públicas conjuntas da CAE e da CCJ e, até o fim do mês, tenhamos condição de votar essa matéria", afirmou Romero Jucá, o autor da proposta que participou do encontro.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Uems lança seleção de Projetos de Ensino com bolsas para cursos de graduação

Projeto que cria sistema de coleta de embalagens veterinárias é entregue ao governador

Anvisa indica vacina contra o HPV para prevenir mais tipos de câncer

Estadual tem rodada completa nesta quarta-feira
Avança em comissão proposta que prevê subsídio para aquisição de armamento

Pesquisa inédita vai mapear perfil de turistas neurodivergentes no Brasil

Shakira é confirmada como atração de megashow no Rio em maio

Começa vacinação de 1,2 milhão de profissionais de saúde contra dengue

Três mandados de prisão são cumpridos em ação contra o tráfico

Momento é de calibragem da política monetária, diz presidente do BC
Mais Lidas

Denúncia em Dourados deflagra operação contra desvio de R$ 30 milhões do Farmácia Popular

Acusado de série de furtos, 'Microfone' ganha liberdade sem passar por audiência de custódia

Idoso morre após cair de andaime em obra residencial em Dourados
