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São Paulo mantém hegemonia no Brasileião 2004

13 agosto 2004 - 22h22

Se o Campeonato Brasileiro tivesse acabado nesta quinta-feira, a Libertadores de 2005 só teria representantes do Estado de São Paulo (incluindo também o Santo André, campeão da Copa do Brasil). Terminado o primeiro turno, Santos, Ponte Preta, São Paulo e Palmeiras seguem soberanos nas primeiras colocações do torneio e prometem manter esta mesma caminhada para ampliar a hegemonia paulista na mais importante competição do futebol nacional. Desde 1971, quando o Campeonato Brasileiro passou a ser disputado com este nome, os times paulistas conquistaram doze títulos, dois a mais do que os clubes do Rio de Janeiro.Em 2004, os cariocas estão muito mal na tabela e não têm feito jus à tradição de suas camisas. Botafogo e Flamengo, por exemplo, vêm lutando para sair da zona de rebaixamento sem sucesso. Enquanto isso, Santos, Ponte Preta e São Paulo terminaram empatados no topo da tabela com 41 pontos. O Palmeiras vem logo atrás com 40 pontos na quarta posição. Corinthians e São Caetano seguem na zona intermediária da classificação, mas têm subido de produção. A superioridade dos paulistas no Brasileirão é histórica e não parece surpreender os treinadores das principais equipes paulistas. Estevam Soares, por exemplo, é responsável por parte do sucesso de dois desses times no primeiro turno. O técnico começou a competição na Ponte Preta, clube que chegou a levar à liderança. Atraído pela proposta do Palmeiras, porém, ele se transferiu para a capital, reergueu o Alviverde e espera dar trabalho para os adversários até dezembro. "Não é coincidência ver os times paulistas na frente do campeonato. Isso se dá pelo trabalho e o maior equilíbrio financeiro. Todos aqui possuem um centro de treinamento e, assim, conseguem uma preparação superior a dos outros", opinou Estevam Soares. O técnico Tite começou sua carreira de treinador no Rio Grande do Sul. Em São Paulo, ele conseguiu devolver a auto-estima ao time do Corinthians, que, sob seu comando, passou de ameaçado pelo rebaixamento a candidato virtual a uma vaga na Copa Libertadores."São Paulo é mesmo o maior centro do futebol brasileiro e tem em seu interior um manancial muito grande de talentos. Americana, Araras, Ribeirão Preto e outras cidades sempre revelam jogadores com potencial. Além disso, o Estado é o centro financeiro do país e tem mais facilidade para se adequar a algumas situações", analisou o técnico do Corinthians. Principal responsável por ter mantido o equilíbrio do São Paulo desde o começo da competição, o técnico Cuca é o único que não vê tanta superioridade por parte dos times do Estado. Mesmo com muitos desfalques e problemas fora de campo, o Tricolor esteve entre os quatro melhores da tabela durante 19 das 23 rodadas do primeiro turno. "Esta superioridade dos paulistas é circunstancial. Uma simples derrota pode mudar totalmente a tabela. O Atlético-PR está próximo do topo e foi campeão em 2001.Não pode ser ignorado. O Cruzeiro deu uma caída, mas pode se recuperar. Há também o Goiás e o Juventude", afirmou Cuca, que conseguiu se destacar em 2003, mesmo dirigindo clubes de menor expressão.Segundo o treinador são-paulino, os times paulistas se sobressaem por serem mais numerosos na primeira divisão e não necessariamente por serem muito superiores aos times dos outros estados. Ao todo são sete paulistas na Série A. Os cariocas vêm logo em seguida, porém, nenhum dos quatro participantes conseguiu terminar o primeiro turno entre os dez primeiros colocados. Para Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol do Tricolor do Morumbi, a explicação para a supremacia paulista é muito simples: profissionalismo em todas as áreas. Tendo trabalhado em diversos clubes brasileiros, o dirigente acha que ninguém investe tanto em estrutura extra-campo quanto os clubes de São Paulo. "A organização aqui é muito maior. O trabalho também é muito mais intenso e a preparação física, muito cuidadosa. Os outros estados contam com ótimos profissionais em todas as áreas, mas nem sempre eles têm as mesmas condições de trabalho", opina Marco Aurélio Cunha, que acha que os times paulistas são melhores até para planejar a logística das viagens durante o torneio. Além de chamar atenção pela organização, os futebol paulista também está conseguindo se destacar surpreendentemente pela desorganização bem-sucedida em 2004. A Ponte Preta virou referência ao terminar o primeiro turno em segundo lugar mesmo contrariando todas as regras básicas de triunfo no futebol. A equipe viveu graves problemas financeiros em 2003 e perdeu 21 atletas por falta de pagamento de salários. Durante esta temporada, o time já teve dois treinadores (Estevam Soares e Marco Aurélio) ‘roubados’ por outras agremiações e mesmo assim continua fazendo ótima campanha no Brasileirão. "Aprendemos muito com tudo o que aconteceu no ano passado.Agora, contratamos apenas jogadores que estão dentro de nossas possibilidades financeiras. Hoje só temos atletas motivados em nosso elenco já que pagamos rigorosamente em dia", explicou o ex-zagueiro Ronaldão, que é gerente de futebol do time de Campinas. Contando até com sucessos inesperados como o da Ponte Preta, os times de São Paulo dificilmente deixarão as primeiras colocações escaparem durante o segundo turno.Desde 1993, o Brasileirão nunca deixou de ter um time paulista entre os dois primeiros colocados. Estados com clubes que conquistaram, titulos na competição que teve inicio em 1971.São Paulo: 12 títulosRio de Janeiro: 10 títulos Rio Grande do Sul: 5 títulos. Minas Gerais: 2 títulos. Paraná: 2 títulos. Pernambuco: 1 título Bahia: 1 título. Números de clubes por Estado que participam do Brasileirão 2004: São Paulo: 7 clubes Rio de Janeiro: 4 clubes Rio Grande do Sul: 3 clubes Paraná: 3 clubes Minas Gerais: 2 clubes Santa Catarina: 2 clubes. Goiás: 1 clube Bahia: 1 clube Pará: 1 clube

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