O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, informou neste domingo (17) ao g1 que a leitura do relatório final da comissão foi adiada.
A leitura estava marcada para a próxima terça (19) e, segundo Renan, ainda não há uma nova data definida. De acordo com o relator, a decisão de adiamento foi do presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM). À GloboNews, a assessoria de Aziz também confirmou o adiamento. O site do Senado já informa o adiamento.
"A decisão não foi minha, foi do presidente, senador Omar. E eu concordo. Teremos mais tempo para discutir melhor o parecer e encaminhar melhores soluções. Acho que isso ajudará bastante no debate, dará mais tempo", afirmou Renan ao g1.
O relator informou ainda que apresentará a versão do relatório ao chamado G7 da CPI, grupo majoritário da comissão, antes de submeter o documento ao plenário.
De acordo com o site da CPI, também foi cancelada a reunião marcada para esta segunda-feira (18), que ouviria Nelson Mussolini, do Conselho Nacional de Saúde (CNS), e Elton da Silva Chaves, do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
Eles representam as entidades na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), órgão consultivo do Ministério da Saúde.
Por outro lado, está mantida audiência pública nesta segunda-feira para ouvir depoimento de “vítimas diretas e indiretas” da pandemia da Covid-19. Entre eles, estão Mayra Pires Lima, Giovanna Gomes Mendes da Silva e Rosane Maria dos Santos. Também está marcada para terça-feira reunião para ouvir Elton da Silva Chaves, do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), que inicialmente seria ouvido na segunda-feira.
Relatório final
A TV Globo apurou que o relatório final da CPI da Covid dever pedir o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por 11 crimes na condução da pandemia.
Também devem ser responsabilizados filhos do presidente, ministros e ex-ministros, funcionários e ex-funcionários do governo, deputados e médicos. No total, deve propor que 63 pessoas sejam indiciadas.
Os senadores interrogaram 59 pessoas na condição de convidadas, testemunhas ou investigadas.
Em seis meses de trabalho, assessores do Senado, policiais federais, auditores da Receita Federal e do Tribunal de Contas da União ajudaram a analisar dados fiscais, bancários e telefônicos, mensagens apreendidas em celulares, e-mails, telegramas diplomáticos, contratos e outros milhares de documentos de domínio público e sigilosos.
Nas mais de mil páginas do relatório, Renan Calheiros deve afirmar que:
- o governo manteve um gabinete paralelo para dar suporte a medidas na área de saúde contra as evidências científicas;
- trabalhou com a intenção de imunizar a população por meio de contaminação natural, a chamada imunização de rebanho;
- priorizou o tratamento precoce sem eficácia comprovada;
- agiu contra a adoção de medidas não farmacológicas, como o distanciamento social e o uso de máscaras;
- deliberadamente, atuou para atrasar a compra de vacinas.
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