As retiradas da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 1,3 bilhão em maio deste ano, informou o Banco Central nesta segunda-feira (6). Foi a maior retirada líquida de recursos para meses de maio desde 2006, quando R$ 1,56 bilhão foram sacados.
No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, ainda segundo dados da autoridade monetária, as saídas de recursos superaram as entradas em R$ 3,06 bilhões. Trata-se do pior resultado para o período também desde 2006 - quando houve uma retirada de R$ 8,5 bilhões da poupança.
Em todo ano de 2010, a poupança recebeu um volume recorde de recursos (R$ 38,68 bilhões), apesar do baixo rendimento.
Depósitos e retiradas
Em maio de 2011, de acordo com o Banco Central, os depósitos de recursos na caderneta de poupança somaram R$ 107,4 bilhões, enquanto que as retiradas totalizaram R$ 108,7 bilhões. Ao fim do período, o saldo total de recursos depositados na poupança somou R$ 386 bilhões, contra R$ 378,7 bilhões no fechamento de 2010. Já o rendimento creditado nas contas dos poupadores somou R$ 2,07 bilhões no mês passado.
Rendimento
De janeiro a maio deste ano, a caderneta de poupança apresentou um rendimento de cerca de 3%. No mesmo período, os fundos de renda fixa, de acordo com dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), apresentaram uma remuneração de 5%, enquanto que os fundos referenciados em DI (que acompanham os juros básicos da economia) apresentaram rendimento de 4,6%.
Na poupança, cuja correção é determinada pela variação da taxa referencial (TR) mais 0,5% ao mês, não é cobrada taxa de administração e nem Imposto de Renda (IR) - ao contrário dos investimentos em fundos. Nos cinco primeiros meses deste ano, o ingresso de recursos nos fundos de investimento somou cerca de R$ 40 bilhões.
Crédito imobiliário
As aplicações em caderneta de poupança estão divididas em duas modalidades: Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e a chamada poupança rural.
No caso do SBPE, 65% dos recursos devem ser destinados a empréstimos imobiliários, o que aumenta a disponibilidade de financiamentos para a compra da casa própria, e, na poupança rural, os recursos são canalizados para o desenvolvimento da agricultura.
Nos cinco primeiros meses de 2011, o SBPE teve uma retirada líquida (acima do volume de depósitos) de R$ 1,36 bilhão. A saída de recursos da caderneta de poupança, portanto, não é positiva para o crédito imobiliário.
Fonte: Banco Central
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