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Policiais paraguaios teriam extorquido brasileiro a mando de juiz

24 novembro 2004 - 09h16

O campo-grandense Luiz Carlos Florenciano Torraca, 32 anos, que vem residindo no bairro Maria Aparecida Pedrossian, na capital, protocolou no final da tarde da última segunda-feira junto ao Ministério Público do Paraguai, denúncia contra três policiais paraguaios integrantes da Polícia Nacional em Pedro Juan Caballero por seqüestro e extorsão mediante ameaça, conforme consta no prontuário número 5.291/2004 com registro de entrada 1.734 junto ao Ministério Público do Paraguai sob responsabilidade do fiscal (promotor) Julian Rodriguez. De acordo com as versões apresentadas por Luiz Carlos, na semana passada ele chegou a Ponta Porã para visitar a mãe residente no bairro São Vicente de Paula, localizado às margens da MS 164, na saída para Antonio João. No último sábado, 20 de novembro, como havia combinado com um sobrinho, foram até o estádio 2 de mayo para comprar ingressos para um show que ocorrera naquela noite. Antes, porém, foram até o bairro ‘Calleyon Genes’, periferia de Pedro Juan, onde foram buscar um amigo do sobrinho Roberto Figueredo Torraca, o menor S.G.W., de 12 anos, pois também iria comprar ingressos ao evento. Quando retornavam para o estádio, passaram pela comisaria sexta (posto policial) localizada no mesmo bairro, isso já por volta de 17 horas daquela tarde, quando percebeu que dois policiais o seguiram, utilizando uma motocicleta marca Twister, cor preta, sem placas. Ao alcançarem o veículo em que os brasileiros estavam, um Fiat Uno, a dupla de policiais deu sinal para que Luiz Carlos Florenciano parasse. Seguindo a ordem, Luiz Carlos afirma que parou o carro e imediatamente desceu do veículo, quando foi surpreendido pela abordagem de um dos policiais, que de arma em punho, conforme ele, passou a proferir palavras de baixo calão. “Ao notarem que eu era brasileiro, a raiva deles ficou ainda maior, pareciam que estavam fora de si. Me chamaram de cabriteiro, de ladrão, dizendo que era para permanecer calado caso contrário as coisas não poderiam andar bem”, relata o campo-grandense. Diante da situação, ele contou que ficou bastante assustado e apreensivo. “Começaram a falar em guarani, mas como entendo algumas coisas, percebi que o mais alterado era o policial chamado de Velásquez. Eles conversaram muito entre si, e um deles então ordenou para que nós entrássemos novamente no carro, mandando ir até a sede da comisaria”, relatou. Chegando no posto policial, conforme as versões apresentadas por Luiz Carlos, um policial identificado também apenas por ‘Soto’, mandou que ele, o sobrinho e o menor de idade entrassem em uma das celas. “Como não tinha nada errado conosco, inclusive com a nossa documentação pessoal e do carro, resisti até que um dos policiais me empurrou pelo peito fazendo ameaças”. Luiz Carlos alega ter o policial dito que caso não obedecesse a ordem “poderá acontecer com vocês o mesmo que aconteceu com aqueles dois moleques encontrados mortos na linha internacional”. O denunciante afirma que não entendeu no momento do que se tratava, pois havia chegado há poucos dias na fronteira. Os policiais referiam-se aos menores de rua encontrados crivados de bala no dia 05 de novembro último no marco grande, linha divisória entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.    

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