A partir desta quinta-feira, dia 23 de julho, todas as pessoas que tiverem risco de contato com o vírus causador da aids, o HIV, passam a ter acesso aos medicamentos antiaids em qualquer serviço especializado do país. O tratamento é chamado de profilaxia pós-exposição. Ele é indicado tanto no caso de acidentes ocupacionais, como pode ocorrer com profissionais de saúde que tiveram contato com sangue de paciente infectado, quanto com vítimas de violência sexual ou ainda pessoas que tiveram relação sexual desprotegida.
Assim como na pílula do dia seguinte, o ideal é que o tratamento seja iniciado nas primeiras duas horas após a exposição ao vírus, e, no máximo, em 72 horas. No entanto, para ter eficácia, o medicamento precisa ser administrado por 28 dias.
Para o Ministério da Saúde, a medida facilita o acesso ao tratamento e evita a recusa eventual dos serviços de fornecerem a terapia. Até então, não era raro acontecer, por exemplo, de algumas instituições de atendimentos a vítimas de violência alegarem que só poderiam fornecer remédios às mulheres atendidas no local. "A maior parte das recusas ocorria para pessoas que recorriam ao serviço depois de manter relações sexuais desprotegidas", afirmou Fábio Mesquita, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.
Para facilitar o acesso aos serviços, em dezembro será lançado um aplicativo com orientações sobre os postos de distribuição mais próximos.Além de centros de serviços especializados em DST-Aids, em algumas cidades os antirretrovirais também são fornecidos em unidades de emergência.
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Assim como na pílula do dia seguinte, o tratamento precisa ser iniciado entre duas e 72 horas após a exposição ao vírus(Centro Nacional de Biotecnología (CSIC) / Comunicación CSIC/VEJA)