Um aguardado relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) indica que o Irã trabalhou de forma estruturada para a produção de tecnologia nuclear, possivelmente com o intuito de fabricar armas atômicas e que ainda pode estar desenvolvendo.
O relatório vê indícios "preocupantes" de que Teerã ainda possa estar desenvolvendo as tecnologias necessárias para a fabricação de armas atômicas, mas diz que tem informações suficientes sobre um "programa estruturado" somente até 2003.
Além disso, a República Islâmica recebeu ajuda de um cientista russo no desenvolvimento de tecnologias no setor, informa o relatório. Em reação, a Rússia diz que o documento da AIEA "não acrescenta nada novo" e que já havia alertado a comunidade internacional sobre o possível envolvimento do especialista no programa nuclear iraniano.
Embora não afirme categoricamente que Teerã já possua a bomba nuclear, o relatório das Nações Unidas afirma repetidamente que o país vem dominando cada vez mais a tecnologia para a fabricação deste tipo de armamento.
Em sua análise, o organismo das Nações Unidas deixa claro que há informações "críveis" que indicam que o "Irã pôs em prática atividades destinadas ao desenvolvimento de um dispositivo explosivo nuclear".
Em sua primeira reação, o governo americano afirmou que "ainda é muito cedo para avaliar" os dados contidos no relatório e que precisa estudar melhor as revelações.
A AIEA avalia que os resultados do relatório causam "sérias preocupações" quanto a "uma possível dimensão militar" do programa nuclear iraniano.
AHMADINEJAD
Mais, cedo, horas antes da divulgação do relatório, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse que o país não precisa da bomba atômica para enfrentar Washington e seus aliados.
"Os Estados Unidos, que possuem 5.000 bombas atômicas, nos acusam sem pudor de fabricar a bomba atômica, mas devem saber que para cortar a mão que estenderam sobre o mundo não vamos precisar da bomba atômica", disse Ahmadinejad, citado pela rede de TV estatal.
"Podemos alcançar nossos objetivos usando o pensamento, a cultura e a lógica", acrescentou o presidente iraniano durante uma cerimônia em Teerã, ao acusar os Estados Unidos de saquear as riquezas dos povos e de humilhá-los.
"Se os Estados Unidos querem fazer frente à nação iraniana, vão se arrepender com a nossa resposta" porque "nunca retrocederemos", acrescentou.
O chanceler iraniano, Ali Akbar Salehi, afirmou, durante coletiva de imprensa sobre o esperado relatório da AIEA, que o programa nuclear do país virou um problema político, mas que "não existe nenhuma prova séria de que o Irã esteja fabricando uma bomba nuclear".
Com informações da Folha Online
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