Menu
Busca sábado, 11 de julho de 2020
(67) 99659-5905
STJ

Negado pedido de liberdade de hacker acusado de envolvimento com quadrilha que desviava valores de contas bancárias

28 janeiro 2020 - 08h14Por Assessoria/STJ

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, indeferiu liminar que pedia a liberdade de um hacker preso preventivamente, em setembro de 2018, no âmbito da Operação Open Doors II. A operação investiga uma quadrilha especializada em furtos por meio de fraude bancária.

Segundo o Ministério Público (MP), o grupo ligava para as vítimas se fazendo passar por funcionário do banco, e solicitava informações para atualização de cadastro no internet banking – momento em que era feito o desvio de valores contidos na conta da vítima.

No pedido de habeas corpus, a defesa do hacker afirmou que vários corréus foram soltos por decisão do STJ, sendo justificado o pedido de extensão para substituir a prisão preventiva por medidas cautelares diversas da prisão.

A defesa alegou também excesso de prazo na medida e ausência de contemporaneidade dos fatos.

Investigação complexa

Segundo o ministro João Otávio de Noronha, as informações processuais indicam que o hacker não se encontra em situação equivalente à dos demais corréus, motivo pelo qual o pedido de extensão não é justificado.

Além disso, o ministro citou trecho da decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que destacou a complexidade da operação como justificativa plausível para a manutenção da prisão preventiva. "Não subsistem as alegações de ausência de contemporaneidade e de excesso de prazo, uma vez que a situação retrata operação extremamente complexa, com dezenas de investigados", ressaltou o TJRJ.

De acordo com o TJRJ, a denúncia foi instruída com elementos indiciários de crimes antecedentes e a prisão preventiva mantém-se fundamentada, tendo em conta a necessidade do recolhimento de dados que indiciam a autoria e a materialidade dos fatos investigados relacionados ao hacker.

O presidente do STJ afirmou que o pedido feito pela defesa na liminar confunde-se com o próprio mérito, devendo ser analisado em momento oportuno, já que não há flagrante ilegalidade a ser sanada.

No STJ, o feito seguirá tramitando sob a relatoria do ministro Jorge Mussi.

Deixe seu Comentário

Leia Também

FUTEBOL
Fifa adia início das eliminatórias sul-americanas para outubro
CAMPO GRANDE
Polícia encontra mais de 100kg de drogas em residência
CASSEMS
Veja quem pode e como realizar testes rápido e molecular para detecção de Covid-19
REGIÃO
PMA apreende petrechos ilegais de pesca no rio Miranda
BRASIL
Mourão: empresários pedem definição de metas para a Amazônia
LADÁRIO
Homem posta vídeo de manobras perigosas em caminhonete e é multado
ECONOMIA
Dólar fecha em queda nesta sexta em semana marcada por sobe e desce
CAMPO GRANDE
Corpo de homem com mãos e pés amarrados é encontrado em mata
MS-162
Mais de meia tonelada é apreendida em Dourados após perseguição
BRASIL
Prova de vida de aposentados e pensionistas é suspensa até setembro

Mais Lidas

DOURADOS
Decreto vai mandar fechar bares e academias por 10 dias
DOURADOS
Publicado, decreto que fecha bares e academias por 10 dias poderá ser prorrogado
PANDEMIA
Pneumologista é o terceiro médico a morrer por covid-19 em Dourados
DOURADOS
Decreto é alterado e agora autoriza delivery e drive-thru para bares e conveniências