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Natureza brasileira ganha um Atlas

09 maio 2005 - 12h54

Passados quase cinco anos desde a criação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, mais conhecido como Snuc, o Brasil ainda está longe de colocar seu mosaico de áreas protegidas para funcionar.
 À primeira vista, os números até que são animadores. Desde a criação do Parque Nacional de Itatiaia, em 1937, mais de 517 mil quilômetros quadrados do território brasileiro já foram agraciados com status de proteção federal - uma área maior do que a Espanha, ou quase do tamanho da Bahia.
Só nos últimos quatro anos, foram acrescentados cerca de 112 mil quilômetros quadrados, segundo dados do Atlas de Conservação da Natureza Brasileira (ed. Metalivros, 335 págs., R$ 160) , que vai ser lançado em Brasília depois de amanhã.
Dentro desse cenário não faltam paisagens exuberantes, das florestas da Amazônia aos pampas do Rio Grande do Sul. Mas falta dinheiro, falta infra-estrutura, faltam funcionários e falta implementação. A maioria das unidades ainda existe apenas no papel e nas fotografias.
A lei do Snuc, publicada em julho de 2000, prevê a apresentação, a cada dois anos, de um relatório de avaliação global da situação das unidades de conservação (UCs) federais do País. Para isso, em primeiro lugar, seria necessário um cadastramento de todas essas unidades. Mas nem isso foi feito.
O número de unidades e a área total ocupada por elas varia de acordo com a publicação. Muitas áreas não têm plano de manejo nem equipe permanente no local. E várias delas estão sobrepostas a terras indígenas, o que as coloca numa espécie de limbo legal entre existir e não existir. "Não há como fazer um diagnóstico preciso das unidades do Brasil, porque esse diagnóstico não existe.
É algo que estamos tentando fazer agora", diz o coordenador do Programa de Áreas Protegidas da WWF Brasil, Cláudio Maretti. Segundo o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, a meta é concluir o cadastramento de UCs ainda no primeiro semestre deste ano.
 "Há uma dificuldade tremenda em reunir essas informações, porque o sistema não estava adequado para isso", reconhece. Junto com o cadastro deverá ser apresentado um plano estratégico de gestão e valorização das unidades de conservação. "A idéia não é apenas fazer uma avaliação, mas apresentar soluções", diz Capobianco.
"A falta de recursos é uma questão central, mas há também um sério problema de gestão associado." Por enquanto, as estatísticas permanecem dispersas e confusas. Mesmo dentro do atlas há informações conflitantes. Em certo momento, o texto fala em 651 unidades federais e 563.191,74 km2 (incluindo as Reservas Privadas do Patrimônio Particular, ou RPPNs).
Em outra página, os totais mudam para 646 e 517.287,72 km2, além de outros dados numéricos que não conferem. As diferenças, segundo o autor principal, o biólogo Ricardo Machado, referem-se à inclusão e exclusão de algumas unidades pelo Ibama durante a edição.
 Ainda assim, recheado de imagens magníficas, o livro dá uma idéia da grandiosidade das unidades de conservação federais. Segundo o atlas, mais de 21% do território nacional está protegido dessa forma.
 E o bioma mais privilegiado é a Amazônia, com 9,74% de sua cobertura sob tutela federal - sem contar as terras indígenas, que também pertencem à União, mas obedecem a uma hierarquia legal e política diferenciada.

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