quinta, 19 de fevereiro de 2026
Dourados
22ºC
Acompanhe-nos
(67) 99257-3397

“Mulher-Ketchup” vira celebridade no mundo

26 setembro 2011 - 16h05

O caso da mulher que simulou a própria morte usando ketchup no lugar de sangue já rendeu o apelido de “Mulher-Ketchup” para a dona de casa Eronildes Aguiar Araújo. A notícia, revelada esta semana, agitou a pequena cidade de Pindobaçu, que tem aproximadamente 20 mil e fica no centro-norte da Bahia.

Segundo investigação da polícia, um homem identificado como Carlos Roberto de Jesus aceitou receber R$ 1.000 para matar Eronildes, mas resolveu simular o crime junto com ela.

A dona de casa tem sido alvo de piadinhas, mas já é vista com bons olhos por dirigentes do pequeno município. O prefeito Hélio Palmeira (PR), por exemplo, considerou ‘positiva’ a divulgação do episódio. “Pelo menos está tornando Pindobaçu uma cidade conhecida, leva o nome do nosso município para outros Estados. Afinal de contas, não houve violência, nem morte”, afirmou.

Segundo o radialista Walterley Kuhin, que trabalha em Pindobaçu e foi o primeiro a divulgar o falso crime, há políticos interessados em chamar Eronildes para candidatar-se a uma vaga na Câmara de Vereadores nas eleições municipais do próximo ano.

“As pessoas estão empolgadas com tantos veículos de comunicação noticiando o ocorrido, levando para todo o Brasil o nome de Pindobaçu”, relata. O radialista, entretanto, não citou nomes nem partidos, dizendo que se trata apenas de uma sondagem.

O caso aconteceu no dia 24 de junho deste ano quando a aposentada Maria Nilza Simões contratou o ex-presidiário Carlos Roberto de Jesus para matar Eronildes, que teria um caso amoroso com o marido dela.

Maria Nilza pagou R$ 1.000 pelo crime, segundo a polícia. O homem, ao perceber que conhecia a vítima, desistiu do crime e combinou com ela a simulação, prometendo dividir o dinheiro.

Eronildes confessou que recebeu R$ 240 para posar como morta, amarrada, encharcada com molho de ketchup e com um facão preso a um dos braços. Dias depois, a mandante flagrou os dois, aos beijos, em uma feira da cidade. Irritada com a mentira, ela denunciou Carlos Roberto à polícia como sendo o autor de um assalto do qual ela teria sido vítima.

Ao ser detido, o homem revelou o caso à polícia. Conforme o delegado Marconi Almino, como não houve flagrante, nenhum dos três envolvidos foi preso: a mandante por ter encomendado o crime, o homem, por extorsão, e a vítima, por coparticipação no caso. Eles respondem em liberdade.

Diferentemente da “Mulher-Ketchup”, a mandante do crime está reclusa dentro de casa. Já Carlos Roberto de Jesus está desaparecido. “Ninguém sabe dele. Sumiu desde que o caso ganhou repercussão”, conta o radialista Walterley.

Fonte: Região Noroeste

Deixe seu Comentário

Leia Também

Vila Carvalho vence Carnaval de Campo Grande por um décimo
COMPETIÇÃO

Vila Carvalho vence Carnaval de Campo Grande por um décimo

CASO MASTER

CPI do INSS agenda depoimento de Vorcaro para 23 de fevereiro

IVINHEMA

Mulher é agredida com pedaço de madeira pelo companheiro

TEMPORÁRIOS

Com salários de R$ 10,2 mil, UEMS seleciona professores de Teatro

REGIÃO

'Colega' se oferece para carregar celular e faz Pix de R$ 4 mil

JUDICIÁRIO

Ministros temem crise no STF e contaminação de julgamentos

CONTRABANDO

Motorista é preso com mais de 100 emagrecedores na fronteira

TÊNIS

João Fonseca e Marcelo Melo avançam para semifinal do Rio Open

TERENOS

Mulher trans que morreu em abordagem policial é sepultada

TRÊS LAGOAS

Prefeitura abre inscrições para Processo Seletivo com 304 vagas

Mais Lidas

ACIDENTE

Motorista é preso após colidir contra moto e deixar jovem em estado gravíssimo na BR-163

DOURADOS

Mulher é detida após consumir produtos em feira do Jardim São Pedro e se recusar a pagar

CLIMA

Dourados terá terça-feira de calor intenso e alerta para chuvas fortes, aponta Inmet

DOURADOS

Interrogatório revela que padrasto chutou e mãe mordeu criança porque ela não parava de chorar