Após perder o controle da comissão especial que vai analisar o pedido de impeachment da presidenta da Dilma Rousseff, o Palácio do Planalto ligou o alerta vermelho. É que o placar apertado de 272 votos a favor e 199 contra, expôs que o governo federal tem muito menos votos que imaginava para barrar o processo. Ou seja, se a votação de cassação fosse hoje, a presidente Dilma teria vencido por apenas 27 votos — que é uma margem considerada muito perigosa, tendo em vista que o rito do impeachment está apenas no começo. Logo, a sessão de ontem revelou o quanto a base do governo está fragilizada e insatisfeita na Câmara dos Deputados.
Os deputados sul mato-grossenses Geraldo Resende e Carlos Marun, ambos do PMDB, são nomes que integram a chapa 2 pró-impeachment. Eles vão compor respectivamente as vagas de suplente e titular na comissão especial. Na avaliação do deputado Geraldo Resende, a vitória da chapa da oposição representou o desejo da maioria do povo brasileiro.
“O Brasil está paralisado e mergulhado em uma crise econômica sem precedentes, em função de um governo que mostra ser incapaz de resolver os problemas que ele mesmo criou para o País. Mais do que isso, a presidente Dilma Rousseff assinou decretos que autorizaram as pedaladas fiscais, o que é considerado crime pelo Tribunal de Contas da União. Portanto, sou favorável a instalação dessa comissão especial, eleita democraticamente”, afirmou Geraldo Resende.
Insatisfeito com a atual política governo, Geraldo Resende tem tido uma postura parlamentar independente nas votações no plenário, ignorando até mesmo as orientações do seu partido. Foi assim, por exemplo, nas sessões que analisaram o reajuste dos servidores do judiciário e a derrubada do veto para o fim do fator previdenciário. Embora o governo tenha conseguido a maioria, o deputado Geraldo Resende votou a favor dos aposentados e dos servidores do judiciário.
“A manutenção do veto do fator previdenciário foi uma verdadeira punhalada nas costas de milhões das pessoas que tem o desejo de se aposentar. Trabalhadores que contribuíram por uma vida inteira, agora podem perder até 50% daquilo que tinha direito. Isso sim é um golpe”, exclamou o deputado.
RITO DO IMPEACHMENT ADIADO PELO STF
No mesmo dia em que a Câmara dos Deputados decidiu que a chapa da oposição foi eleita, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, decidiu suspender a tramitação processo de impeachment até a próxima quarta-feira, dia 16, quando a corte irá julgar o pedido de liminar do PC do B, sobre a constitucionalidade da Lei 1.079/50, que regulamentou as normas de processo e julgamento do impeachment.
“Nós temos que respeitar a decisão da Suprema Corte, embora, seja qual for a decisão dos ministros, eu não acredito que isso irá mudar o sentimento da maioria dos parlamentares, que é de dar continuidade ao rito do processo de impeachment”, concluiu Geraldo Resende.
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