O Ministério da Saúde ampliou a faixa etária das mulheres que devem fazer o exame de colo de útero pela rede pública. Agora, até quem tem 64 anos deve fazer o exame conhecido como papanicolau.
A aposentada Maria Leite da Silva sempre pergunta ao médico quando deve fazer o preventivo. Ela sabe dos riscos: já perdeu uma amiga, vítima da doença. "Ela achava que não tinha nada, que estava bem, aí fez o preventivo e deu câncer do colo do útero. Durou seis meses", conta.
O exame preventivo é o principal método para diagnosticar e prevenir o câncer no colo do útero. A doença é o segundo tipo de tumor mais frequente entre as mulheres, só fica atrás do câncer de mama.
O tipo de câncer pode ser silencioso no início. Já em um estágio mais avançado, apresenta como sintomas o sangramento vaginal, as dores durante a relação e as dores abdominais.
Um problema é que depois dos 60 anos, muitas mulheres não fazem o exame preventivo por timidez, falta de informação ou esquecimento. A ampliação da faixa etária de recomendação para fazer o exame se deve também à maior expectativa de vida das brasileiras que atualmente é de 76 anos. "Ainda existem mulheres acima de 60 anos de idade que nunca fizeram preventivo na vida", justifica a ginecologista Joana Soares.
Quem tem mais de 64 anos também pode fazer o exame com a frequência indicada pelo médico. É o caso da dona de casa Maria Cândido dos Santos, mãe de oito filhos. Há 30 anos, por causa de alguns tumores, ela precisou retirar o útero. Mesmo assim, até hoje, aos 72 anos, faz os preventivos. "Se tiver uma lesão ou qualquer outro tipo de doença do colo do útero, ela pode ser tratada no início. Quanto mais inicial, melhor é a resposta ao tratamento", diz a médica Giorgia Pecci.
O preventivo pode ser feito em qualquer unidade básica de saúde e precisa ser agendado. Toda mulher que tem ou já teve vida sexual, deve se lembrar de fazer o exame periódico. "Para pacientes casadas, que têm parceiro fixo e uma vida sexual regular, após dois exames consecutivos anuais negativos, elas podem fazer a cada três anos. Quem tem uma vida sexual mais ativa ou que não tenha parceiro fixo, essas podem continuar fazendo anualmente", explica Joana.
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