terça, 21 de abril de 2026
Dourados
33ºC
Acompanhe-nos
(67) 99257-3397
BRASIL

Mesmo com maior participação, negros ainda são 17,4% no grupo dos mais ricos

04 dezembro 2015 - 14h05

A população que se identifica como preta ou parda cresceu entre a parcela 1% mais rica da população brasileira. Mesmo assim, segundo dados divulgados hoje (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Síntese de Indicadores Sociais, eles representam apenas 17,4% do total da parcela mais rica do país. Mais de 79% são de pessoas brancas.

Em 2004, havia 12,4% de negros e 85,7% de brancos nesse grupo, que é formado por pessoas que moram em domicílios cuja renda média é de R$ 11,6 mil por habitante.

Por outro lado, a população que forma o grupo 10% mais pobre, com renda média de R$ 130 por pessoa na família, continua majoritariamente negra. O percentual aumentou nos últimos 10 anos. Em 2004, 73,2% dos mais pobres eram negros, patamar que aumentou para 76% em 2014. Esse número indica que três em cada quatro pessoas é negra entre os 10% mais pobres do país.

Segundo o IBGE, os negros (pretos e pardos) eram a maioria da população brasileira em 2014, representando 53,6% da população, enquanto as que se declaravam brancas eram 45,5%. Em 2004, o cenário era diferente, pouco mais da metade se declarava branca (51,2%), enquanto a proporção de pretos ou pardos era 48,2.

Os brancos eram 26,5% dos mais pobres em 2004 e sua participação nessa fatia da população caiu para 22,8% em 2014.

Se considerada a população total de negros no Brasil, 38,5% deles estavam entre os 30% mais pobres da população em 2014, valor inferior aos 41,6% registrados em 2004. Houve um aumento da proporção de brancos que se encaixam nessa faixa de renda: de 19,1% em 2004 para 19,8%.

Já os negros que estão entre os 30% mais ricos são 20,1% do total da população desta cor no Brasil. Para os brancos, esse percentual é de 41,9% e praticamente não se alterou em relação a 2004, quando era de 41,9%.

Em 2004, 17,2% dos negros estavam entre os 30% mais ricos dos brasileiros.

Desigualdade de renda

Para avaliar a desigualdade de renda, o IBGE calculou o Índice de Palma no Brasil, indicador que avalia quanto a mais os 10% mais ricos se apropriam do total dos rendimentos em relação aos 40% mais pobres. Segundo a pesquisa, o rendimento dos 10% mais ricos concentrava um valor 4,3 vezes maior que os 40% mais pobres do país em 2004, valor que caiu para 3,1 vezes em 2014.

Os números do IBGE mostram que, em 2014, os 40% mais pobres do Brasil recebiam 13,3% do total da massa de renda do país, percentual se manteve praticamente estável entre 2011 e 2014, depois de ter crescido de 2004 (10,6%) a 2011 (13,1%). A população que fica na faixa intermediária, entre os 40% mais pobres e os 10% mais ricos, elevou sua participação de 43,9% do total da renda para 45,6%. Já os 10% mais ricos detinham 45,5% do total dos rendimentos em 2004 e perderam participação, chegando a 41% em 2014.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Ao lado do Brasil, Senegal persegue protagonismo no Sul Global
INTERNACIONAL

Ao lado do Brasil, Senegal persegue protagonismo no Sul Global

Boxe: etapa de Copa do Mundo em Foz do Iguaçu tem recorde de atletas
ESPORTE

Boxe: etapa de Copa do Mundo em Foz do Iguaçu tem recorde de atletas

Chuva de meteoros poderá ser vista em MS entre esta terça e madrugada de quarta
FENÔMENO

Chuva de meteoros poderá ser vista em MS entre esta terça e madrugada de quarta

Brasil apresenta políticas para TV 3.0 em feira mundial de inovação
ECONOMIA

Brasil apresenta políticas para TV 3.0 em feira mundial de inovação

Dois homens são presos por violência contra mulheres e descumprimento de medidas protetivas
POLÍCIA

Dois homens são presos por violência contra mulheres e descumprimento de medidas protetivas

CULTURA

Na Mesa com Datena recebe maestro João Carlos Martins

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Comissão aprova projeto que prevê apreensão de veículo por transporte irregular de animais vivos

DIRETO

MP-MS abre concurso com vagas para Promotor de Justiça com salário de R$ 34 mil

SAÚDE

Com intensa circulação viral, Dourados investiga 2,8 mil casos de Chikungunya com sobrecarga na rede

PONTA PORÃ

Bebê estava enrolado em casaco e já estaria morto há horas quando foi encontrado em lixeira

Mais Lidas

ECONOMIA

Saque-aniversário do FGTS segue disponível em abril; veja quem pode retirar valores

DOURADOS

Vereador cobra medidas urgentes contra circulação de veículos elétricos guiados por menores

ARAL MOREIRA

Em ocorrência, enfermeira descobre que vítima era o próprio filho

DOURADOS

Homem morre ao ficar com a cabeça presa em portão de residência