A forte queda nas taxas de câmbio vista nesta quinta-feira sinaliza até que ponto o mercado levou em conta as novas "ameaças" do ministro Guido Mantega (Fazenda) contra a desvalorização cambial.
De olho nas apostas pesadas dos grandes fundos estrangeiros no enfraquecimento da moeda americana contra o real, Mantega indicou na terça-feira que o governo estudava novas medidas para atuar no segmento dos "contratos futuros" e de "derivativos", onde essas posições são tomadas.
Mas os agentes financeiros indicaram que estão bem mais atentos ao cenário externo, que hoje teve um dia de trégua num cenário ainda tenso devido à crise europeia.
O alívio veio dos EUA: a sondagem da consultoria ADP apontou uma geração mais forte de empregos (no setor privado) do que muitos previam; e os dados oficiais revelaram uma procura bem mais fraca pelos benefícios do auxílio-desemprego, o "termômetro" semanal das condições do mercado de trabalho local.
É opinião corrente entre analistas de que a maior economia mundial precisa mostrar uma criação mais robusta de postos de trabalho para firmar a recuperação econômica e evitar uma recaída na recessão.
No front doméstico, o dólar comercial foi cotado por R$ 1,558, o que representa um declínio de 0,76% em relação ao fechamento de ontem. Ao longo da sessão de hoje, os preços oscilaram entre R$ 1,572 e R$ 1,554.
Já o dólar turismo foi vendido por R$ 1,660 e comprado por R$ 1,500 nas casas de câmbio paulistas.
Ainda operando, a Bovespa sofre queda de 0,53%, aos 62.232 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,5 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York ganha 0,93%.
Entre outras notícias importantes do dia, o Tesouro anunciou sua primeira operação para captar recursos no exterior deste ano, oferecendo títulos a vencer em 2021. Os detalhes da operação ainda não foram relevados pelo órgão oficial.
O Banco Central entrou por duas vezes no mercado, comprando moeda às 12h (hora de Brasília) e as 15h40.
JUROS FUTUROS
As taxas projetadas no mercado futuro da BM&F avançaram nos principais contratos.
Hoje o IBGE publicou que a inflação medida pelo IPCA caiu de 0,47% em maio para 0,15% em junho. Esta taxa é a menor desde agosto de 2010 (0,04%). Mas analistas do setor financeiro projetavam uma variação de 0,07%.
No contrato para agosto de 2011, a taxa prevista subiu de 12,24% ao ano para 12,25%. No contrato para janeiro de 2012, a taxa projetada passou de 12,47% para 12,49%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa prevista ascendeu de 12,65% para 12,71%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.
Fonte: Folha Mercado
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