Profissionais do mercado financeiro acreditam que o dólar ainda deve ficar abaixo de R$ 1,57 até amanhã, antes de ter um esperado "repique".
Embora o cenário externo esteja favorável ao fortalecimento do euro e das demais moedas contra o dólar, analistas apontam principalmente fatores domésticos para explicar a baixa da moeda americana.
A chave é a Ptax, a taxa média de câmbio calculada diariamente pelo Banco Central.
A Ptax formada no último dia útil do mês é objeto de disputa entre vários agentes financeiros. Conforme essa taxa seja mais alta ou mais baixa, uma parcela do mercado deve perder ou ganhar em suas apostas com o dólar no mercado de BM&F, que movimenta bilhões a cada mês.
Tudo indica que os investidores na ponta de "venda" (que ganha com a baixa das cotações) devem ganhar a queda de braço contra os "comprados" (que ganham com a alta).
A aprovação do pacote de ajuste fiscal na Grécia também ajuda nesse cenário, ao aliviar, ainda que temporariamente, a ansiedade dos mercados quanto a um possível "default" (suspensão dos pagamentos) do país europeu. A União Europeia e o FMI demandavam a aprovação dessas medidas para liberar novas parcelas do socorro financeiro acordado no ano passado.
Em mais um dia de recuperação, o preço do euro avançou de US$ 1,4364 para US$ 1,4428 entre ontem e hoje.
No front doméstico, o dólar comercial oscilou entre R$ 1,579 e R$ 1,569, para encerrar o expediente em R$ 1,572, em baixa de 0,38% na comparação com o fechamento de ontem. Já o dólar turismo foi vendido por R$ 1,680 e comprado por R$ 1,510 nas casas de câmbio paulistas.
Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) tem leve queda de 0,02%, aos 62.293 pontos. O giro financeiro é de R$ 5,94 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York avança 0,59%.
Entre outras notícias importantes do dia, a FGV (Fundação Getulio Vargas) apontou uma deflação de 0,18% em junho, após uma alta de 0,43% no mês anterior, pela leitura do IGP-M, utilizado para o reajuste dos aluguéis. Economistas projetavam uma deflação em torno de 0,20% e 0,23%.
No primeiro semestre, o indicador subiu 3,15%. Em 12 meses, o avanço foi de 8,65%.
Em seu relatório trimestral de inflação, publicado hoje, o Banco Central admitiu que não deve alcançar o centro da meta prevista para 2012 (4,5%). Para 2011, as estimativas de inflação subiram de 5,6% em março para 5,8%. E para 2012, a autoridade monetária trabalha com três possibilidades: 4,7%; 4,8% e 4,9%, conforme a variação dos juros e da taxa de câmbio.
JUROS FUTUROS
As taxas projetadas no mercado futuro da BM&F avançaram nos contratos de prazo mais longo.
No contrato de julho, a taxa prevista recuou de 12,12% ao ano para 12,11%; para janeiro de 2012, a taxa projetada subiu de 12,41% para 12,44%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa prevista passou de 12,55% para 12,59%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.
Fonte: Folha Mercado
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