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POLÍTICA

Mandetta continua no governo com apoio de militares e da cúpula do Congresso

06 abril 2020 - 19h05Por G 1

Depois de um dia tenso, em que esteve ameaçado de demissão, Luiz Henrique Mandetta permanecerá como ministro da Saúde, segundo participantes de reunião no final da tarde no Palácio do Planalto à qual compareceram o próprio Mandetta e outros ministros do governo.

O motivo que levou o presidente Jair Bolsonaro a cogitar a demissão de Mandetta foram as divergências públicas de ambos a respeito das estratégias para conter a velocidade do contágio pelo novo coronavírus. O presidente defende o que chama de "isolamento vertical", ou seja, isolar somente idosos e pessoas com doenças graves, que estão no grupo de risco, a fim de não paralisar a economia. O ministro é a favor do isolamento amplo, adotado por governadores, pelo qual a recomendação é que as pessoas se mantenham em casa.

Na tarde de domingo, Bolsonaro disse a apoiadores no Palácio da Alvorada que alguns ministros viraram "estrelas" e falam "pelos cotovelos". O presidente afirmou também que a caneta dele funciona. Sem mencionar nomes, disse que "a hora deles [em referência a esses ministros] ainda não chegou. Vai chegar". Na noite do mesmo dia, chegou a dizer para um interlocutor: "Já está demitido". Só faltava definir em que momento.

Mas nesta segunda-feira, a reação contra a saída do ministro foi forte. Auxiliares militares do governo se manifestaram contra a demissão. Esses auxiliares disseram ao presidente que "o pior" cenário seria demitir o ministro em meio à crise do coronavírus. A bancada da Saúde no Congresso também manifestou unânime apoio ao ministro, assim como os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Na reunião, Bolsonaro falou em "união" e que a hora é de se confiar "uns nos outros".

Antes da reunião, Mandetta chegou a desabafar, segundo interlocutores, em telefonemas aos ministros Braga Neto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

Aos dois ministros, Mandetta teria afirmado que, se na entrevista coletiva diária desta segunda-feira sobre o balanço da epidemia de coronavírus no país, fosse questionado sobre o assunto, iria responder. E de forma "dura".

O ministro, no entanto, não participou da entrevista porque, no mesmo horário, estava entre os ministros convocados para a reunião com o presidente no Palácio do Planalto.

Ele também vinha se declarando "magoado" com ataques a ele e a familiares nas redes sociais bolsonaristas.

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