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DOURADOS

Indígenas vão ao MPF discutir milícias na Reserva

17 setembro 2014 - 09h32

Thalyta Andrade

Lideranças indígenas da Reserva de Dourados devem se reunir amanhã com representantes do MPF (Ministério Público Federal) e também das polícias Civil e Militar, além da Força Nacional de Segurança Pública.

O encontro, que deve acontecer na própria sede do MPF em Dourados, tem como objetivo principal discutir as acusações de formação de ‘milícia’ (grupos paramilitares de segurança) que recaíram sobre líderes da aldeia Bororó após o assassinato de um adolescente indígena de 14 anos, ocorrido no dia 6 deste mês.

Conforme o capitão da aldeia Bororó, Gaudêncio Benites, hoje os líderes se reúnem com a comunidade para ouvir e discutir não apenas o ocorrido, mas também a atuação dos grupos de capitães na segurança da aldeia.

“Queremos esclarecer o ocorrido e deixar a população à vontade para falar o que pensa sobre as questões que envolvem a segurança na aldeia. Estão nos colocando como bandidos, mas o que aconteceu foi uma fatalidade, uma tragédia. Nós tentamos ajudar e fazer a nossa própria segurança, porque a aldeia é abandonada pelas polícias, e a comunidade sabe muito bem disso”, rebateu Benites.

Ainda conforme o líder indígena, o ‘abandono’ dos organismos de segurança pública dos governos federal e estadual é uma realidade com a qual a comunidade não consegue mais viver. “Sem a polícia dando suporte, não tem condições. Vivemos abandonados dependendo da sorte, sendo que cada dia mais a violência gerada por droga e por álcool, principalmente, faz mais vítimas. Vamos fazer de novo esse apelo aos órgãos públicos, porque se tem alguém culpado são eles, que acabam abrindo espaço para que aconteçam essas fatalidades”, finalizou Benites.

A polêmica

O adolescente Tiago Ortiz Machado, 14, foi assassinado com um tiro no ouvido esquerdo na noite de sábado (6) na Aldeia Bororó. De acordo com as informações apuradas pela polícia, a vítima caminhava na companhia do irmão de 17 anos, quando próximo de uma igreja os dois foram abordados por Celso Savala, 50, acompanhado por mais dois seguranças da capitania da aldeia. Savala é o acusado de ter efetuado o disparo e acabou preso e encaminhado para o 1º Distrito Policial.

Na data do ocorrido, o irmão da vitima disse que os adolescentes foram abordados por estarem levando uma barra de ferro e uma corrente. Logo em seguida, ouviu um tiro e notou o irmão caído. Na delegacia, o acusado disse que efetuou o disparo após ser atacado pelo adolescente.

A acusação de membros da comunidade indígena é de que grupos formados por capitães agem paralelamente ao criticado trabalho da Força Nacional de Segurança, sem qualquer tipo de autorização ou preparo, o que coloca a comunidade em risco.

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