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JUSTIÇA

Júri da Kiss: julgamento segue no domingo com depoimento de sócio da boate e mais um sobrevivente

05 dezembro 2021 - 07h15Por G1

O julgamento da boate Kiss segue de forma ininterrupta neste domingo (5), no Foro Central, em Porto Alegre. A partir das 10h, deverão ser ouvidos Tiago Mutti, uma testemunha de defesa do réu Mauro Hoffmann, sócio da casa noturna, e o sobrevivente Delvani Brondani Rosso, convocado a pedido de um assistente de acusação.

Um intervalo está previsto para as 12h30 e, depois, mais um à tarde. Se necessário, o juiz Orlando Faccini Neto pode estender os trabalhos até a noite e convocar nos depoentes.

Até agora, já foram ouvidos oito sobreviventes, de um total de 12. Também testemunharam quatro pessoas, e uma quinta testemunha respondeu aos questionamentos como informante, já que magistrado o desclassificou após uma postagem da filha nas redes sociais.

Ao todo, 16 pessoas serão ouvidas na condição de testemunhas, além dos quatro réus.

Como foram os depoimentos no sábado

Cristiane dos Santos Clavé estava na festa e conseguiu sair da boate logo após o início do fogo. Ela avisou o irmão, que foi buscá-la e ainda ajudou a quebrar as paredes de madeira para ajudar a tirar a fumaça tóxica do ambiente.

"Quando meu irmão chegou, eu disse pra ele que aquilo era um filme de terror. Meu irmão foi tirar as madeiras que revestiram a parede. Ele veio até a mim dizendo que ia entrar. Eu disse pra ele não entrar", relatou em plenário.

Ela se emocionou bastante ao descrever como escapou e confirmou, também, ao Ministério Público, que não houve aviso no sistema de som de incêndio nem pedido de evacuação. "Muita gente morreu sem saber o que estava acontecendo", diz.

Maike Adriel dos Santos também sobreviveu à tragédia. Ele havia ido à festa com um grupo de amigas, que faleceram.

"Respirar aquela fumaça, parecia que estava respirando fogo", disse Maike, que é formado em desenho industrial, ao relatar sobre o incêndio.

Ao juiz Orlando Faccini Neto, Maike afirmou que o tratamento psicológico que teve foi "conhecer os pais das amigas".

"Ainda pesa muito, ainda tenho alguns resquícios de traumas. Agora um pouco menos, mas pouco depois da tragédia era mais forte. Crise de pânico, ansiedade na aula. Medo de aglomeração. Medo de estar com muita gente em volta", lamentou.

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