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Força brasileira no Haiti pede mais tropas internacionais

02 setembro 2004 - 23h59

A Força de Paz da ONU liderada pelo Brasil no Haiti precisa de mais tropas internacionais para evitar conflitos no país mais pobre das Américas, no momento em que ex-militares do extinto Exército haitiano assumem o controle de duas cidades."A ONU deveria ter nesse momento mais de 6 mil homens para o restabelecimento pleno da segurança. Só chegaram aqui cerca de 2.500 soldados", disse nesta quinta-feira o coronel Luiz Felipe Carbonell, porta-voz do Exército brasileiro no Haiti, por telefone."Esse vazio que existe precisa ser preenchido por alguém", acrescentou. Nos últimos dias, ex-militares que ajudaram a derrubar o presidente haitiano Jean-Bertrand Aristide, em uma revolta armada em fevereiro, tomaram as ruas das cidades de Petit-Goave e Jacmel, a oeste da capital Porto Príncipe. Eles lutam pela recriação do Exército nacional, desmantelado por Aristide em meados dos anos 1990, e também pedem o pagamento de salários atrasados. Os ex-militares estão agindo em cidades onde não existem tropas da Organização das Nações Unidas (ONU) ou não há policiais em número suficiente, segundo Carbonell. O Brasil assumiu há pouco mais de dois meses o comando das Forças de Paz da ONU no Haiti, antes lideradas pelos Estados Unidos, com o envio de 1.200 soldados. ASSUNTO POLÍTICO Carbonell ressaltou que se trata de "um assunto político" e que a maior parte do governo provisório no Haiti --no poder desde a saída de Aristide-- concorda com as reivindicações do ex-militares."O governo está tentando abrir um canal de comunicação", afirmou. Uma das alegações que dificultam o diálogo com os ex-militares é que o atual governo provisório não teria poder de reorganizar o Exército nacional e que isso somente poderia ser feito após as eleições, previstas para 2005. Líderes rebeldes alertaram há algumas semanas o premiê interino do Haiti, Gerard Latortue, sobre a possibilidade de tumultos, caso o governo não recrie o Exército nacional. Questionado sobre a possibilidade de nova onda de violência como a do início do ano, Carbonell disse que "risco sempre existe". "Qualquer movimento de grupos rebeldes pode levar à iminência de algum atrito. Mas nossa força está aqui para trazer a paz. Não nos cabe tomar a iniciativa de ação, vamos agir apenas em defesa própria", enfatizou. Na capital haitiana, onde se concentram as forças brasileiras, há problemas graves de criminalidade. "A pobreza é imensa, há brigas de gangues", acrescentou Carbonell.

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