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BRASIL

Fiocruz: 7,8 milhões de brasileiros não têm atendimento adequado

21 maio 2020 - 15h05Por Agência Brasil

Com o avanço do contágio de covid-19 para o interior do Brasil, com casos registrados em mais de 60% dos municípios do país e óbitos em 21%, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alerta que mais de 7,8 milhões de brasileiros moram em lugares onde a distância para um local onde haja atendimento adequado para a doença seja de pelo menos quatro horas.

A análise foi feita por pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict) da Fiocruz e divulgada hoje (21) pela instituição. A nota técnica, chamada de Regiões e Redes Covid-19: Acesso aos serviços de saúde e fluxo de deslocamento de pacientes em busca de internação, integra o sistema MonitoraCovid-19 (https://bigdata-covid19.icict.fiocruz.br/).

A situação é pior nos estados do Pará (com 2,3 milhões de pessoas distantes de centros de atendimento adequados), Amazonas (com 1,3 milhão) e Mato Grosso, com 888 mil. Nesses estados, mais de 20% da população mora em áreas que requerem até quatro horas de deslocamento até um município que ofereça condições de atendimento a casos graves de covid-19.

O levantamento da Fiocruz levou em conta o atendimento de alta complexidade em saúde, com unidade de terapia intensiva (UTI), equipamentos e pessoal especializado para tratar doenças respiratórias graves e agudas. A Região Nordeste também apresenta um alto índice percentual da população sem acesso rápido ao tratamento adequado para casos graves. O norte de Minas Gerais, o sul do Piauí e o sul do Maranhão também enfrentam as mesmas dificuldades.

Cruzamento de dados

A pesquisa cruzou as informações de hospitalização por problemas respiratórios do Ministério da Saúde com os dados de deslocamentos populacionais considerando as Regiões de Influência das Cidades, levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e as Regiões de Saúde definidas pelas Secretarias Estaduais de Saúde.

A equipe da Fiocruz constatou que a covid-19 está se deslocando com rapidez para o interior do país. “Por exemplo, em apenas uma semana (de 9 a 16 de maio), nos municípios com população entre 20 e 50 mil habitantes, a cada dia, seis cidades registraram pela primeira vez uma vítima fatal de covid-19. Entre municípios menores, com população de 10 a 20 mil habitantes, na mesma semana cinco cidades a cada dia entravam na lista de municípios com óbitos por covid-19”, informa a instituição.

Para os municípios com menos de 50 mil habitantes, a média foi de 15 cidades apresentando casos de covid-19 pela primeira vez a cada dia. Até 16 de maio, 98% dos municípios deste porte apresentavam casos e óbitos tinham sido registrados em 58% deles.

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