Foi definido pelo Conselho Nacional de Entidades, que está sendo realizado na CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), em Brasília, com a participação da FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), ontem (13) e hoje (14), que em Abril será realizada uma Greve Nacional, nos dias 23,24 e 25, em defesa do Piso Nacional, a carreira e pelo 1/3 de hora-atividade para o planejamento de aulas.
De acordo com o presidente da FETEMS a decisão já faz com que os estados trabalhem a mobilização das categorias para que a Greve Nacional obtenha maiores conquistas do que em 2012. “No inicio de 2012 colocamos 15 mil pessoas nas ruas de Campo Grande e paramos 90% das escolas públicas em defesa do Piso e dos 10% do PIB para a Educação e com certeza em 2013 trabalharemos com uma meta maior em MS para realizamos uma grande mobilização em defesa da educação pública brasileira. Após essa data aprovada no CNE nós já vamos iniciar as mobilizações em MS, assim como acredito que os outros sindicatos da Federação farão a mesma coisa”, afirma.
Em 2012 as escolas públicas brasileiras pararam, no inicio do ano, também por três dias, na defesa dos 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação e em defesa do Piso Salarial Nacional, os 10% foram conquistados e a defesa do Piso é uma luta constante da categoria para que ele seja cada vez mais valorizado, já que atualmente essa política corre sérios riscos, após o anúncio da queda do custo-aluno em Diário Oficial da União, pois é esse valor que define o reajuste do Piso Nacional. No início desse ano, cada aluno da rede pública custava aos cofres públicos R$ 2.096,68, após revisão publicada no Diário Oficial da União, no mês passado, o custo caiu para R$ 2.091,37, isso comprova que nacionalmente a educação começa a sentir os reflexos das crises financeiras internacionais.
Além das questões afirmadas acima, o presidente da Federação, Roberto Botareli, ressaltou que a Greve Nacional é necessária, pois reafirma a força e união dos trabalhadores em educação de todo o País. “Com certeza a greve é o último recurso do movimento sindical, primeiramente utilizamos o dialogo e as negociações, mas nos últimos tempos temos sentido a necessidade das grandes mobilizações nacionais, principalmente em defesa do Piso, que é uma política que demoramos mais de 100 anos para conquistar e que vive sendo ameaçada pelas ações do poder público. Existem outras questões que nos impulsionam como o respeito à jornada de trabalho, que é 1/3 de hora-atividade para o planejamento de aulas e mais recursos para educação, como o recente debate pelos 100% dos royalties do petróleo para a educação”, conclui.
A FETEMS também está sendo representada no CNE pelos representantes oficiais da entidade na CNTE, Marcos Paz, de São Gabriel e Roseli Machado, de Costa Rica.
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