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Federal brasileira e Anti-drogas americana ajudaram a capturar Pavão

30 dezembro 2009 - 16h15

A exitosa operação da Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) do Paraguai, que possibilitou, na madrugada do último domingo (27), a captura do foragido brasileiro Jarvis Ximenes Pavão, contou com a colaboração da Polícia Federal (PF) brasileira e da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA).
Foi o que revelou, nesta terça-feira (29), o diretor de operações da SENAD paraguaia, Miguel Chaparro. Em entrevista ao Diário Última Hora, Chaparro agradeceu à colaboração e destacou as dificuldades para manter o sigilo, em razão da presença de “informantes” a serviço do tráfico, nas fileiras da própria instituição.
“Para capturar o Pavão, os agentes da SENAD tiveram a colaboração da PF brasileira e da DEA dos Estados Unidos, no fornecimento de dados importantes, como os da Estância El Hotel, refúgio que serviu por muito tempo como esconderijo ao traficante e onde finalmente foi preso”, destacou.
Segundo Chaparro, a Operação Capricórnio, planejada durante um ano e dois meses, foi executada pelo chefe de inteligência William Giménez e pelo coordenador de agentes especiais, major Ferreira, que recrutaram o trabalho de 12 agentes da mais absoluta confiança.
Além do sigilo da operação e das precisas informações repassadas pelas corporações estrangeiras, um terceiro elemento colaborou para o sucesso da empreitada: o fator surpresa de um procedimento realizado em plena madrugada de domingo, no momento em que uma tempestade atingia a zona rural de Yby Yaú.
Desta maneira, foi possível surpreender Pavão e o paraguaio Carlos Antonio Caballero (chefe do grupo PCC na região de fronteira seca), bem como seus três guarda-costas, sem que um único disparo fosse efetuado. Ao ser rendido pelos agentes, Pavão teria dito apenas uma palavra: “Perdi”.
Extradição ao Brasil
Antes de ser extraditado ao Brasil, Pavão terá de responder aos processos pendentes na justiça paraguaia, sob acusação de narcotráfico, associação criminosa, lavagem de dinheiro e homicídios múltiplos. Foi o que determinou, nesta terça-feira (29), o juiz Pedro Darío Portillo.
Neste ínterim, o brasileiro ficará recluído, sob forte esquema de segurança, na Penitenciária Nacional de Tacumbú, onde terá a oportunidade de reunir-se com seu filho, José Martínez Pavão, preso pela SENAD, em 2007, de posse de um carregamento com mais de 100 quilos de cocaína.

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